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Mobilização

Ameaças e contratos retidos visam a desarticulação da greve dos professores

Comando de greve convocou uma coletiva de imprensa nesta manhã e detalhou os últimos acontecimentos da mobilização

Por Redação Engeplus

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Foto: Douglas Saviato

O comando de greve dos professores estaduais da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) convocou uma coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira, dia 2, para expor os últimos encaminhamentos da paralisação da categoria, que teve início no dia 24 de março.

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Segundo a coordenadora regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado de Santa Catarina (Sinte/SC), Cintia dos Santos, uma videoconferência realizada nessa quarta-feira entre o secretário de Educação do Estado de Santa Catarina, Eduardo Deschamps, e os diretores das escolas estaduais causou um impacto na mobilização.

A direção das instituições, segundo a integrante do comando de greve e também coordenadora regional do Sinte, Janete Jane da Silva, são nomeados pelo Estado. “Na ocasião, ele falou que diretor bom é aquele que mantém sua escola funcionando. A intenção é que na próxima segunda-feira, dia 6, o movimento esteja ainda mais forte, mas o Estado está querendo nos desmobilizar de todas as formas, é o desespero”, frisa.

Cintia orienta que os alunos e professores que receberem ligações de diretores para que eles retornem as escolas se dirijam até as delegacias e registrem um Boletim de Ocorrência (B.O) por assédio, levando em consideração que a greve é legal. Ainda segundo Cintia, nas outras paralisações, os professores escolhiam as suas aulas, entravam em greve e retornavam depois da mobilização.

No entanto, agora, os contratos dos professores estão sendo retidos. Isso deixa os profissionais irregulares nas escolas, colocando os alunos em risco, pois eles não possuem direitos e não estão responsáveis pelo aluno. “Além disso, está ocorrendo o que não pode acontecer que é o juntamento de turmas e alterações de disciplinas, tendo em vista que a escola tem todo um projeto político pedagógico a cumprir”, salienta.

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O comando de greve ainda ressaltou as faltas dos professores por causa dos dias parados. “Está previsto na constituição brasileira que todo trabalhador tem direito a greve sem punições. Além destes contras, levamos em consideração também as ameaças sofridas pelos diretores e pelo Estado”, destaca Cintia.

Novo gerente regional de educação - O comando de greve exige que a gerência regional, até então ocupada por Luiz Rodolfo Michels que pediu exoneração do cargo, nomeie outro nome para o posto. “Todos sabiam que ele iria sair, mas porque ainda não empossaram outro? Sabemos que é cargo político”, comenta Janete.

Janete ainda convida a população para apoiar a categoria. “Estamos com faixas amarelas para dizer que a educação está em alerta. Essa greve é diferente, não estamos lutando para um reajuste, mas sim para não perdermos direitos”, pontua.

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