COVID-19
Amrec defende toque de recolher, mas depende de aval do Governo Federal
Prefeitos se reuniram neste sábado e encaminharam documento para a Fecam
Por Rafaela Custódio
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Os municípios da Região Carbonífera defendem que haja um toque de recolher para a população no enfrentamento ao coronavírus. Entretanto, isso dependerá de um aval do Governo Federal. O assunto foi discutido pelos prefeitos da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) na manhã deste sábado, dia 21.
“Não temos poder para fazer o toque de recolher, mas fizemos um documento junto a Fecam [Federação Catarinense de Municípios] para que encaminhe ao Governo Federal e, aí sim, tome essa medida e o exército entre nas ruas para fazer esse trabalho”, conta o presidente da Amrec, o prefeito de Treviso Jaimir Comin.
Ele defende o toque de recolher, especialmente pela rápida transmissão do vírus. Comin lembra que dos seis casos registrados em Criciúma, três foram em médicos, o que aumenta a preocupação no prefeito. “Cada dia tem algo novo, por isso nos reunimos constantemente. Não sei onde vai parar”, lamenta.
Na reunião deste sábado, outras medidas foram discutidas e adotadas pelos prefeitos:
- O único município com barreira será Balneário Rincão;
- Os municípios vão disponibilizar carros de som nas ruas para orientar a população;
- As prefeituras vão prorrogar os tributos municipais por 30 dias;
Além disso, Comin externou duas preocupações: os salários dos servidores municipais e o trabalho da mineração. “Outra preocupação é quanto ao salário dos funcionários municipais, porque as empresas estão parando, os tributos não entram e vamos ter dificuldades”, antecipa. “Nós temos a mineração de carvão onde os prefeitos estão sendo criticados para paralisar, mas não é assim. A Enge, que produz a energia, está com estoque mínimo. Como ficaria a energia dos hospitais e das casas? São coisas que precisamos discutir agora”, completa o presidente da Amrec.



