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Ano da Misericórdia abre novas portas a católicos

Em entrevista coletiva, bispo D. Jacinto destacou empenho do papa Francisco

Por Redação Engeplus

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Foto: Nei Manique / Engeplus

Reverter o clima de incertezas, tristeza e violência em quase todo o planeta é a intenção do papa Francisco ao abrir na próxima terça-feira o Ano Santo da Misericórdia. A data, 8 de dezembro, coincide com os 50 anos do Concílio Vaticano 2º, evento de reformas e avanços aos católicos que servirá de inspiração para várias atividades até novembro de 2016.

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Ao detalhar parte da programação na tarde de hoje, o bispo D. Jacinto Flach não se esquivou dos simbolismos. "Em Roma, o papa abrirá a Porta Santa da Basílica de São Pedro. Aqui, uma nova porta, em fase de construção ainda, será aberta às 9 da manhã do dia 13 e outra às 7 da noite na Catedral São José."

A palavra "misericórdia", acrescentou D. Jacinto, resulta da fusão de duas palavras. "Miséria e tristeza de um lado, coração de outro, no caso o coração de Deus que acolhe a tristeza. O simbolismo contido nas portas encontra amparo justamente aí. Ao passar pela porta, o que houve de ruim deve ficar do lado de fora."

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Do ponto de vista cronológico, explicou o padre Joel Sávio, coordenador diocesano de pastoral, o Ano da Misericórdia terá 11 meses. "Começa para nós agora no dia 13 e vai até 13 de novembro . Nos anos de jubileu, a tradição sempre pregou perdão, anistia, acertos. É como zerar tudo e recomeçar."

Símbolos, intenções e atos não ficarão restritos ao início das celebrações, assinalou o padre Valdemar Carminati, reitor do Santuário de Nossa Senhora do Caravaggio. O Ano da Misericórdia, segundo ele, só ganhará sentido se envolver as 545 comunidades da 33 paróquias da Diocese de Criciúma. "É preciso que as bases se mobilizem, intensificando ações no ano todo", defendeu.

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