Engeplus
Geral

Antena celular

Antena celular em cima de prédio: discussões, debates e nenhuma conclusão

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

Compartilhar:
Foto: Foto: Douglas Saviato

O Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema) colocou mais uma vez em pauta na manhã desta quinta-feira, no Centro de Educação Ambiental no Parque Natural Municipal do Morro do Céu, a polêmica em torno de uma antena de telefonia celular instalada em cima do prédio Terracota, no bairro Pio Correa, em Criciúma. Na sessão ordinária, ambientalistas, conselheiros e um especialista no assunto estiveram presentes. A reunião foi marcada por muitas opiniões, divergências e discussões. Durante o debate, conselheiros se retiraram da sessão e nada foi decido sobre a polêmica em torno da antena de celular.

A reunião estava marcada para decidir como seriam realizados estudos referentes aos efeitos, ou não, provocados pela radiação da antena. Conforme o presidente Fundação do Meio Ambiente de Criciúma (Famcri), Giovano Izidoro, nada foi definido, já que alguns conselheiros se retiraram e não houve quórum para nenhuma decisão. "Estava crente que íamos ter alguma resposta hoje. Agora vamos sentar e conversar e ver o vamos fazer", destaca.

Durante a sessão, foram apresentadas duas propostas. Uma do especialista no assunto PhD em Física Médica pelo Instituto de Física Geral da Academia de Ciências da Rússia, Nestor Mendes, que estuda o que a radiação provoca nas pessoas. Mendes veio de Brasília para a sessão. Já a outro especialista no assunto, Walter Pereira Junior, propõe um estudo oa qual responde algumas questões, num total de 24 perguntas, referentes aos danos causados à população, trazendo teorias que a literatura trabalha e já são aplicadas.

Como os dois estudos são diferentes, a ideia de Izidoro seria a criação de um edital de propostas. O edital seria enviado para pelo menos 30 universidades do Sul do país, e os melhores trabalhos seriam escolhidos - aqueles que atendessem os anseios da população. "Tentei fazer um termo de referência, mas não consegui, pois cada trabalho segue uma linha diferente", explica. O presidente ressalta que qualquer estudo tem que ser isento de qualquer ligação política, partidária, de empresas, entre outras interferências.

De acordo com o especialista no assunto, Zeca Virtuoso, se com duas propostas já está complicado chegar a uma conclusão, como mais 30 seria ainda mais difícil. De acordo com a presidente da Associação de Moradores do bairro Pio Correa, Jalma Torres, a nova lei criada pelo vereador Itamar da Silva estabelece 30 metros de distância da antena para clínicas, hospitais, escolas, entre outros estabelecimentos de saúde. Conforme Jalma,houve uma falha na criação da nova lei, e a antiga que estabelece 300 metros ainda está vigente.

Com a palavra, Jalma e alguns conselheiros entraram em uma discussão. A partir desse momento, alguns conselheiros se retiraram e nada foi acertado. “No fim, ia propor as duas formas para sairmos deste impasse. Provavelmente vai ficar para a próxima sessão, na primeira quinta-feira de dezembro, o último encontro do ano”, aponta Izidoro.

Compartilhar:
Leia a seguirPepsi e Guaraná Antarctica participam de campanha do Bairro da Juventude
Publicidade