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Após confusão dentro do estádio, Queiroz encara torcida carvoeira

Diretor de futebol conversou com um pequeno grupo de torcedores antes de deixar o Majestoso

Por Redação Engeplus

2 min de leitura

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Foto: Marcelo de Bona

Após responder as provocações e gerar a fúria da torcida do Criciúma, o diretor executivo de futebol tricolor, Raimundo Queiroz, encarou a torcida antes de deixar o estádio Heriberto Hülse no início desta madrugada. Com os ânimos menos exaltados, de ambas as partes, o dirigente justificou a sua atitude e deu explicações a um pequeno, e persistente grupo de torcedores, que não arredou o pé do pátio Majestoso.

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“Me desculpem pelo gesto obsceno que fiz para vocês. Também vou desculpar vocês pelo o que fizeram para mim. É meu direito. Vocês podem me mandar fazer qualquer coisa, e eu não posso? Também sou cidadão como vocês”, argumentou Raimundo Queiroz.

O dirigente, que deve ser demitido do cargo de diretor de futebol, também admitiu que o seu futuro no clube carvoeiro para a sequência da temporada 2015 é incerto. Mas, caso continue, no Heriberto Hülse, garantiu reforçar o time para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série B.

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“A conversa foi boa, vou me esforçar para fazer o melhor possível. Se eu ainda tiver aqui para a Série B, nós vamos ter novas contratações. Isso é necessário. Temos que primeiro estruturar o que temos, e depois saber em que posições serão necessárias contratar. Preciso de tempo para consertar o que temos, e depois revitalizar e qualificar onde for necessário”, ressaltou o dirigente.

A conversa de Queiroz com a galera carvoeira foi intermediada por um dos membros mais antigos da torcida Os Tigres, Thiago Hertel, que elogiou a iniciativa do dirigente ter vindo conversar com os torcedores. “Foi bom ele ter vindo conversar com o pessoal. Tentei organizar para ninguém agredir ele e apenas conversar. O Raimundo meio que fugiu das perguntas, mas entendo o lado dele, que chegou agora, não tem culpa e está tentando resolver. O problema não foi a situação do clube, foram os gestos obscenos que ele fez para torcida. O estádio inteiro viu, pelo cargo dele, ele deveria aceitar a crítica. Vi o gesto lá de onde fica a banda, e aquilo inflamou a torcida, que começou a pular a grade do setor de cadeiras. Tentei ajudar e conter os torcedores para não quebrarem o patrimônio do clube”, comenta Hertel.

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