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Fala, treinador

Após derrota, Itamar Schulle lamenta segundo tempo e admite: 'precisamos evoluir'

Treinador criticou a falta de pontaria do Criciúma na finalização

Por Rafaela Custódio

3 min de leitura

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Foto: Celso da Luz / Criciúma E.C.

Os dois tempos distintos e as falhas na finalização foram lamentadas por Itamar Schulle após a derrota do Criciúma para o Tombense por 1 a 0. Na avaliação do treinador do Tigre, os primeiros 45 minutos disputados no Heriberto Hülse foram bons, mas o gol anotado por Marquinhos virou a partida do avesso e o time anfitrião não foi capaz de reverter o resultado, que tirou a equipe do G4 do Grupo B da Série C do Campeonato Brasileiro.

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“O que todos nós não queríamos aconteceu, que foi perdermos o jogo. Vejo que fizemos um primeiro tempo muito bom, não corremos nenhum risco de gol. Tivemos oportunidades para fazer, mas o último passe não saiu. Oportunidades de contra-ataque, jogadas pelos lados e tivemos no jogo inteiro muitas jogadas de flancos, de cruzamento, algumas acabamos errando. Mas foi uma equipe sólida, consistente, que merecia a vitória na primeira etapa. Na segunda etapa, jogo difícil, equipe deles fechada, buscando o contra-ataque e nós tentando como no primeiro tempo, pressionando o adversário no campo deles e acabamos tomando um gol numa bola cruzada. A gente cedeu lances de contra-ataque na ânsia de acertar e buscar o empate”, analisou Schulle após a partida.

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Em entrevista coletiva, o treinador lamentou, principalmente, os erros de finalização e admitiu que o time precisa aprender a transformar as chances em gol. Schulle, inclusive, reconheceu que a maior carência do time é fazer gols. “Precisamos evoluir. Nosso passe tem que melhorar, as finalizações tem que melhorar. Você não pode chegar de frente pro gol e chutar fora. O cruzamento tem que ser melhor, tem que ter evolução”, afirmou Schulle. “A gente espera que o chute vá no gol, que o cruzamento seja correto, que o cruzamento saia correto, que a finalização seja boa, que a bola parada não seja viajada e longa, mas forte, que aquilo que se fala e se treina aconteça no jogo. Tudo isso se espera, mas não se espera sentado, mas trabalhando”, complementou.

Sem margem para pessimismo

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Além de sair do G4, a derrota para o Tombense fez o Criciúma perder mais uma posição. O Tigre terminou a 13ª rodada em 6º lugar, com 16 pontos, três atrás do 4º colocado, que é exatamente o adversário mineiro. Itamar Schulle, porém, não abre margem para pessimismo e não quer falar em rebaixamento - a distância para o penúltimo colocado é de seis pontos.

“Não vou olhar pro lado de baixo porque não sou pessimista, como muitas pessoas são. Pode estar tudo difícil, escuro e eu vou trabalhar e acreditar nessa condição de classificar porque estamos a três pontos de quem está em 4º. Temos cinco jogos pela frente”, afirmou Schulle.

O próximo compromisso do Criciúma será no próximo sábado, dia 7, diante do Volta Redonda, no Rio de Janeiro. O jogo será disputado no Estádio Luso-Brasileiro, a partir das 15 horas.

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