Criciúma
Após enchente, o convívio com prejuízos e o risco de nova cheia no bairro Sangão
Estimativa é que cerca de 25 famílias necessitam de ajuda imediata
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O temporal que assolou a região Sul catarinense na última sexta-feira, dia 24, deixou um rastro de prejuízos e preocupações para os moradores do bairro Sangão em Criciúma. A estimativa realizada pela Secretaria de Assistência Social é que cerca de 25 famílias necessitam de ajuda imediata, como doações de alimentos, materiais de limpeza e higiene.
O Portal Engeplus esteve no bairro na manhã desta terça-feira, dia 28. Viu e ouviu relatos de moradores preocupados com o nível do Rio Sangão e com os prejuízos causados pela enchente. Nas paredes das casas, a marca amarelada revela que algo esteve fora normal. “Na sexta-feira foi algo impensável, irreal. Hoje, olhamos para as casas, as paredes não secaram. Minhas filhas estão na casa da minha mãe por causa do cheiro de mofo. Algo desse porte só em 1974. Já tivemos enchentes, mas desse porte nada parecido”, explica o presidente da Associação de Moradores do Sangão, Diego Selau.
Teve gente que perdeu tudo, mas não tivemos desalojados. Tivemos uma moradora que abriu a casa na madrugada de sexta para sábado e tinham 25 pessoas dentro. Os moradores ajudaram levando alimentos e frutas porque tinha muita criança lá dentro
Diego Selau, presidente da Associação de Moradores do bairro Sangão
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Moradores estão preocupados com a possibilidade de uma nova cheia do Rio Sangão

Foi Diego que contatou a ajuda da Prefeitura para que um levantamento fosse realizado no bairro. Os dados revelam a quantidade de famílias apuradas e quais as necessidades delas. “Fizemos o cadastro e o levantamento das necessidades. O que podemos verificar é kit de limpeza, higiene e alimentos. Alguns perderam móveis e a comunidade já tinha realizado auxílio. Vamos suprir na medida do possível com recursos da Prefeitura”, explica a assistente social, Márcia Regina da Silva.
Quinta-feira, uma nova preocupação
Enquanto contabilizam o prejuízo (e limpam suas casas), os moradores se mostram preocupados com quinta-feira, quando a previsão é que chova em torno de 50 milímetros na região de Criciúma.
Para se ter uma ideia, a estimativa é que em alguns pontos tenha chovido cerca de 250 milímetros na sexta-feira. Só que agora o agravante é o nível do rio, que está alto e próximo das margens. Ontem, durante a chuva, esteve perto de transbordar novamente. “Alguns moradores que encontramos estavam preparados para baixar as coisas, mas vão esperar. A realidade é que pouca gente dormiu nessa noite em função da chuva. Eu dormi uns 40 minutos e enquanto a chuva não aliviou não consegui descansar porque o nível do rio está alto”, conta o presidente da Associação dos Moradores.
O volume da chuva foi superior, mas temos noção que se o desassoreamento do rio tivesse sido conforme o planejamento, talvez os estragos fossem minimizados. E não temos nem notícia de que a máquina está a caminho do bairro
Diego Selau, presidente da Associação de Moradores do bairro Sangão
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Para quem quiser contribuir com os moradores, pode-se entrar em contato com Diego pelo telefone (48) 99133-6565.



