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Política

Alerta às mulheres

Após feminicídio no Sul, vereadoras de Criciúma usam tribuna para alertar sobre violência contra a mulher

Gorete Boaroli e Tia Cidy falaram sobre o crime na sessão ordinária

Foto de Rafaela Custódio - rafaela.sousa@engeplus.com.br

Por Rafaela Custódio - rafaela.sousa@engeplus.com.br

3 min de leitura

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Foto: Divulgação | Redes Sociais

As vereadoras de Criciúma, Gorete Boaroli e Tia Cidy, utilizaram a tribuna na sessão ordinária desta terça-feira, dia 11, para falar sobre o feminicídio de uma jovem de 19 anos encontrada morta nessa segunda-feira, dia 10, no bairro Santa Apolônia, no município de Sangão. Ela estava desaparecida desde a última quinta-feira, dia 6. O namorado confessou o crime à Polícia Civil. Além disso, a vítima, identificada como Joviana Evelyn Iankovski, era estudante do curso de Ciências Biológicas da Unesc no semestre 2026/2.

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"Neste mês, faz 20 anos da Lei Maria da Penha. E também é o mês do Agosto Lilás, campanha de conscientização contra a violência doméstica contra a mulher. A Lei Maria da Penha foi um passo importante no combate à violência contra a mulher, mas, depois de duas décadas, ainda precisamos reforçar: nenhuma violência contra a mulher pode ser normalizada”, frisou Gorete.

Gorete ressaltou que as mulheres precisam se unir. “Não é culpa sua e, a qualquer sinal de desrespeito ou agressão: não fique. E você, mulher, acolha, leve a sério aquela mulher que pede ajuda. Amor não é posse, controle ou medo”, comentou. “O feminicídio, infelizmente, acontece todos os dias e não podemos fingir que não. Que essa jovem não seja só mais um número. Que a justiça seja feita e que olhemos com mais atenção às atitudes e aos relacionamentos”, acrescentou.

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Até junho de 2026, Santa Catarina registrou 28 feminicídios. A vereadora Tia Cidy afirmou que os índices de violência doméstica crescem diariamente no Estado. “Infelizmente uma menina de 19 anos perdeu a vida. E a estatística de feminicídio tem uma média de quase cinco mulheres assassinadas por mês, é um índice muito alto. A gente realmente não sabe nem como fazer para ajudar a fazer com que isso pare. Mas eu acredito que uma das melhores situações é a mulher conhecer o homem com quem ela está se envolvendo. Acho que isso é uma grande prioridade: é você conhecer a pessoa com quem está se envolvendo. Porque se você tiver o conhecimento do passado da pessoa ou até mesmo do que ela está vivendo, acredito que é uma grande maneira de a gente reduzir esse índice”, pontuou.

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Como denunciar

  • WhatsApp da Polícia Civil: (48) 98844-0011.

  • Delegacia virtual: delegaciavirtual.sc.gov.br.

  • Disque 100 ou através do número 182.

  • Polícia Militar: 190.

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