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Após vencer dificuldades desde a infância, criciumense é reconhecido pela venda de consórcios

Com mais de R$ 300 milhões em consórcio, empresário é referência nesta área

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Por Publieditorial

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Após vencer dificuldades desde a infância, criciumense é reconhecido pela venda de consórcios
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O criciumense André Eleuterio vem ganhando destaque no ramo de consórcio desde 2013, em Criciúma. Porém, nascido e crescido em uma família considerada humilde, antes do reconhecimento ser adquirido, o empresário passou por diversas dificuldades, principalmente durante a infância. Atualmente, 30 anos depois, o empresário conseguiu vencer as dificuldades e com mais de R$ 300 milhões em consórcio, Eleutério se tornou referência nesta área de atuação em Criciúma e região.

“Meus pais se separaram quando eu tinha apenas dois anos. Vivíamos uma realidade bem desafiadora. Eu sempre via meus pais trabalhando e buscando uma vida melhor. E por essa influência e necessidade comecei a trabalhar cedo, e a partir dos sete anos, sempre que aparecia uma oportunidade de ganhar um dinheiro em “bicos” eu não desperdiçava”, lembrou o empresário.


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O início da mudança de vida começou entre os 12 e 13 anos do empresário. Eleutério, nesta idade, trabalhava ajudando uma pessoa no Supermercado Angeloni, em uma das sedes, localizada na época no bairro Próspera, em Criciúma. Nesse trabalho, Eleuterio era responsável por escolher no lixo as frutas e verduras que não estavam mais próprias para consumo.

“Eu conheci um senhor que tratava de porcos e galinhas, que conseguiu autorização para garimpar algumas frutas e verduras que poderiam servir para seus animais. Como era muito trabalho, ele me convidou para ajudá-lo. Na época topei, mas mexer com frutas e verduras podres me deixavam bem sujo ao fim do dia. Uma vez, após o expediente, passei na casa de uma pessoa conhecida que me comparou como um morador de rua. Aquilo mexeu comigo e consegui enxergar o que eu queria ser e, principalmente, o que eu não queria ser no futuro”, contou.

Novas oportunidades

Com os objetivos em mente, o criciumense continuou os estudos e começou a procurar melhores oportunidades profissionais. Nos anos 2000, ele passou a atuar em casas noturnas da cidade. Mas, a oportunidade principal veio em 2004. O empresário, enquanto ajudava a gerenciar uma casa noturna, ganhou uma oportunidade de ir aos Estados Unidos por meio do México.

“Esse era meu sonho e na época eu acreditava que seria a única forma de eu conseguir mudar de vida. Eu já havia tentado o visto americano, só que havia sido negado. Então, uma pessoa me propôs essa oportunidade e não tive como não aceitar. Além de trabalhar nos fins de semana, eu trabalhava como representante comercial em uma empresa de cosméticos durante a semana. Eu acabei largando os dois empregos, entretanto, a proposta que era ótima inicialmente, acabou mudando com o tempo. Mas não tinha mais volta. Decidi continuar com o plano”, lembrou.

Travessia do México aos Estados Unidos

Mesmo a oportunidade sendo pensada como uma forma de mudar de vida, o criciumense lembra que a viagem do México aos Estados Unidos, foram marcadas por tentativas de sequestro, extorsões e prisão pela imigração mexicana. Durante a travessia, ele passou dificuldades com o calor do deserto e também encontrou oito corpos de mulheres mortas que estavam jogadas em valas. Os acontecimentos que ocorreram durante a viagem rendeu fatos que foram utilizados para o empresário escrever seu primeiro livro: ‘Encontrando Deus Além da Fronteira’.

“Apesar de todos os problemas, conseguimos fazer a travessia do México aos Estados Unidos. Porém, ao entrar em território americano, enfrentamos uma perseguição policial. A perseguição contou com mais de 30 pessoas em uma caminhonete, que estavam trafegando a mais de 120 km/h, oito carros de polícia e um helicóptero. O motorista tentando escapar da prisão pulou de um barranco de quase dois metros de altura em alta velocidade. No ato, adultos e crianças voaram do carro e eu quebrei meu pulso, e tive várias escoriações”, relatou.

Com o acontecimento, o criciumense chegou até ser confundido com norte-americano, correndo risco de prisão. “Eu fui o último a sair da caminhonete. Então, um carro de polícia começou a me perseguir, já que achavam que eu era a pessoa que distribuiria nos Estados Unidos os mexicanos que estavam comigo. Devido à minha fisionomia fui confundido com norte-americano sendo detido, mas por estar com pulso quebrado acabei sendo encaminhado ao hospital”, afirmou o empresário.

Adaptação em território americano

O criciumense ressaltou ainda que durante o tempo no hospital fez amizade com a enfermeira que era responsável pelo tratamento dos ferimentos, sendo ajudado a fugir do hospital. Ele passou três dias na casa da família da profissional se recuperando e, após o tratamento ser finalizado, seguiu viagem de ônibus até Boston. A viagem durou cerca de três dias, sendo recebido pela irmã que já residia no país ao chegar nos Estados Unidos.

“Após a minha chegada, minha noiva, que já tinha o visto, chegou e começamos a trabalhar e fazer um ‘pé de meia’. Foi um tempo de muito aprendizado e conquistas, muitas coisas boas aconteceram lá. Tivemos nosso primeiro filho e com sete anos morando fora do Brasil resolvemos voltar para nosso país”, pontuou o empresário

Retorno ao Brasil e primeiro contato com o consórcio

Antes retornar a Criciúma, Eleuterio teve uma passagem por Curitiba (PR) ao retornar ao Brasil. Neste período, ele passou por formações por meio de cursos e, em seguida, retornou a região carbonífera. O empreendimento dos consórcios começou quando o empresário buscou financiar um apartamento para morar em Criciúma, basicamente por já estar acostumado com o modo de viver americano.

“Em minha cabeça a realidade ainda era igual aos Estados Unidos, onde a taxa de juros era muito baixa para incentivar a aquisição de imóveis. Em muitos casos, a parcela ficava abaixo do valor do aluguel. Mas, quando o gerente do banco me apresentou uma simulação do financiamento, fiquei muito desanimado e assustado com o que eu iria pagar no final. Eu saí do banco e comecei a estudar sobre créditos imobiliários e por conta disso achei o consórcio”, disse o criciumense.

Mudança de vida

Nesse primeiro contato, o preconceito com o crédito por meio do consórcio ficou para trás. Entendendo que o mercado havia evoluído, o criciumense adquiriu o primeiro consórcio e, posteriormente, começou a trabalhar com esse empreendimento. No primeiro trabalho, Eleuterio ficou seis anos no mesmo escritório trabalhando, focando e se especializando no consórcio de investimento, onde o cliente faz o consórcio e quando contempla vende a carta e ganha o ágio, deixa rendendo juros ou faz alavancagem patrimonial.

"Diversos clientes já foram contemplados, e o que me deixa muito feliz, é que também estamos ensinando educação financeira para as pessoas. Prova disso é que hoje, muitas pessoas que fizeram o consórcio comigo lá atrás, estão indicando seus filhos a também investirem nesse conceito, de plantarem para colher lá na frente. Em sua grande maioria, o brasileiro tem dificuldade de guardar dinheiro, mas se tem o boleto acaba conseguindo pagar. E no pior cenário do consórcio, se torna uma poupança melhor remunerada", enfatizou Eleuterio.

Conforme o criciumense, com trabalho e dedicação, Eleuterio foi se destacando no ramo dos consórcios. Ele foi uns dos primeiros vendedores do Brasil com média acima de um milhão mês. Para ele, atualmente, é algo normal, mas naquela época era algo muito difícil. Além disso, o empresário também foi um dos primeiros a vender consórcios como investimento para brasileiros que moravam no exterior, conquistando clientes no Japão, EUA, Itália, Alemanha, Inglaterra, Irlanda e França.


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"Foi um tempo de aprendizagem e reconhecimentos ao nível nacional. Posteriormente, foram mais de quatro anos e meio com um sócio, onde também sempre nos destacamos nacionalmente. Até que no final de 2023 tive um direcionamento de abrir a Exclusivo Consórcios dentro do Angeloni Supermercado da avenida Centenário, com o pensamento de formatar para franquia”, enfatizou Eleutério.

Mesmo já tendo criado uma história com a franquia de supermercados Angeloni há 30 anos, o criciumense escolheu o local para trabalhar por conta da localização, que proporciona estacionamento e segurança aos clientes. Porém, as lembranças da época de catador de lixo retornaram à mente durante a visita de um conselheiro em seu escritório, após o profissional perguntar quando foi que a vida do criciumense passou a mudar.

“Deus me trouxe a memória que um dia eu estava catando lixo nessa mesma rede de supermercado, e que naquele dia pedi a Ele para ter tudo o que eu tenho hoje. Meu coração se enchi de alegria e gratidão a Deus, já que tenho uma família linda, uma esposa maravilhosa, três filhos e uma empresa que ajuda as pessoas a conquistarem sonhos sem pagar juros abusivos, ou ganharem dinheiro por meio do consórcio de investimento. Hoje posso dizer que sou próspero, pois entendo que prosperidade é ter tudo aquilo que você precisa para cumprir seu propósito aqui na terra. Apesar de tudo isso, continuo a sonhar, com a certeza que muitas coisas boas ainda vão acontecer. Eu era um improvável e Deus mudou a minha história”, concluiu o criciumense.

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