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Araranguá: Em uma tarde, 15 chamados para combater queimadas
Por Redação Engeplus
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Araranguá, tanto na região do Vale do Araranguá quanto na Região Carbonífera, é recordista em queimadas, o conhecido fogo no mato. Para se ter uma ideia, durante esta semana, na última segunda-feira, 19, em apenas uma tarde, mais de 15 chamadas para combater fogo no mato em diversos pontos da cidade foram recebidas pelo Cobom, o telefone de emergência dos bombeiros, 193.
Na quarta-feira, 21, durante a parte da manhã, os chamados foram tantos que os bombeiros tiveram que se separar em duas equipes, uma com o caminhão principal, o Auto Bomba Tanque Resgate 1 (ABTR) e outra com o Auto Tanque 2 (AT), para dar conta de atender quatro incêndios que aconteciam ao mesmo tempo, dois para os lados da BR-101, um na Volta Curta e outro no Balneário Arroio do Silva – todos incêndios em vegetação rasteira, que poderiam ser evitados.
Apesar de aparentar inocência, o incêndio no mato pode trazer consequências terríveis. Quando é colocado perto das casas e dos postes de energia elétrica, há o risco de incêndios. Também a intoxicação pela fumaça pode atingir principalmente as crianças e os idosos. Nas marginais das rodovias, prejudica a visibilidade, e pode provocar muitos acidentes. Outro ponto é a morte de animais nativos, que muitas vezes, para não perder a vida, migram para residências, causando a invasão de insetos, cobras, escorpiões e outros animais peçonhentos.
Lei – Quando não devidamente controlado pela pessoa que faz a queimada, o incêndio na vegetação rasteira passa a ser crime, já que expõe a perigo de vida, integridade física ou patrimônio de outras pessoas. A legislação brasileira prevê penas de três a seis anos de reclusão, acrescida de multa, ao responsável pelo incêndio.
Denúncias - Podem ser feitas para as Polícias Ambiental e Militar pelo fone 190, Corpo de Bombeiros 193 e quando acontece às margens da BR-101, para a PRF, no 191. Em caso de fogo e vegetação nativa em Araranguá, o ideal é ligar para a Fama, fone (48) 3903-1879.
Claboração: Fernanda Guidi/Jornal Amorim



