Caos
Argumento do hospital é inválido, avalia procurador
Autor da liminar que ordena reabertura do São José, município comenta recurso do São José
Por Redação Engeplus
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No recurso que está encaminhando à Justiça Federal para não cumprir a decisão de reabertura dos serviços de urgência e emergência, o Hospital São José (HSJ) alega que não dispõe de condição técnica mínima, por falta de pessoal, para ter a segurança nos atendimentos.
Na avaliação do procurador do município de Criciúma, Leonardo de Fáveri, este argumento não é válido. “O sindicato dos trabalhadores já informou, por nota, que garante 100% do pessoal para urgência e emergência, confirmando que a decisão de suspender os serviços é meramente administrativa do hospital”, observa. Enquanto isso, a greve dos trabalhadores completa dois dias.
O procurador lembra que o HSJ tem o direito de recorrer, mas caso não consiga o efeito suspensivo a liminar seguirá valendo e, com ela, multa diária de R$ 5 mil pela falta de atendimento. “O desembargador que vai analisar o recurso é o mesmo que já conhece o caso faz tempo, o que poderá agilizar o recurso. Ainda assim, poderá demorar alguns dias esse despacho”, revela Fáveri.
Hospital insiste
que falta pessoal
Conforme o diretor técnico do HSJ, Raphael Elias Farias, o sindicato não vem cumprindo o que expôs em nota, sobre garantia de pessoal. “Hoje a adesão à greve girou em torno de 50% no geral, na UTI faltaram 25% dos funcionários, do Pronto Socorro apareceram somente três dos 11 trabalhadores”, calcula.
Para o presidente do Conselho Superior de Gestão da Prefeitura, Sílvio Ávila Júnior, o ofício do SindiSaúde põe por terra o argumento do recurso do HSJ. “A vontade do governo é que tudo funcione, mas o sindicato assegura que é possível fazer funcionar a urgência e emergência. Se o sindicato não está confirmando isso, o hospital tem que cobrar deles”, conclui.



