Criciúma
As escolas que abriram no meio da greve
Por Redação Engeplus
2 min de leitura

Uma segunda-feira agitada nos bastidores das escolas municipais por conta da greve do funcionalismo deflagrada nas primeiras horas do dia. Segundo o comando do movimento, a adesão superou os 80%. Na secretaria de Educação, onde está um dos impactos mais percebidos pelo cidadão, a titular calcula que 60% das 72 escolas não tiveram atividades.
“Muitos professores não querem a greve, pois eles entendem que vão sofrer mais perdas que ganhos”, comenta a secretária Roseli de Luca Pizzolo. Ela lembra do reajuste sobre o piso da categoria, que seria de 7,64% mas, com o impasse que levou à greve, o prefeito Clésio Salvaro ordenou o pagamento de 4,57%. “É o valor dentro da lei. Nós já pagamos os maiores salários da região mas, com essa, os professores vão perder”, diz.
Escolas abertas
Entre as escolas que a secretária menciona terem aberto as portas hoje estão a Judite Duarte de Oliveira, no bairro Sangão; Casemiro Stachurski, na Linha Batista; José Cesário da Silva, no Ana Maria; Francisca de Luca Furtado, na Colonial; e Acácio Alfredo Villain, no Jardim Montevidéu. “Há ainda as escolas com turmas de nono ano que nesta terça vão disputar a Olimpíada Brasileira de Matemática, daí trabalharam pela manhã”, refere Roseli.

“Muitos professores de várias escolas nos ligaram pedindo orientação, querendo trabalhar. Nós orientamos a quebrar cadeados e entrar, já que o mesmo direito dos grevistas é o dos trabalhadores de cumprir suas jornadas”, comenta a titular da Educação.
Cadeados colados
Houve dois casos emblemáticos. Na escola Francisca Furtado, populares quebraram o cadeado que estava colado para impedir a abertura do portão. “E a comunidade pediu aos professores que atendessem”, relata Roseli. Na escola Acácio Villain os professores romperam os cadeados e ocuparam as salas, recebendo os alunos. “De manhã as turmas foram embora, mas à tarde muitos foram chamados”, observa.
Conforme a secretária, há casos ainda de escolas que fecharam hoje “para sentir o movimento” e amanhã abrirão normalmente. “Uma delas é a Gardina Cechinel, na Mina Brasil”, revela Roseli.

Enquanto isso, o funcionalismo, com os professores tomando parte, realizam assembleia nesta tarde para avaliar as primeiras horas da greve.



