As histórias
As histórias por trás dos animais abandonados
Por Redação Engeplus
2 min de leitura

Hoje na Praça do Congresso, das 9 às 16 horas, a ONG SOS Vira-Lata realiza mais uma Feira de Adoção. Entre os animais, brincando, cuidando e alimentando, há os voluntários da organização.
Pessoas que muitas vezes passamos, observamos na feira e seguimos nosso caminho admirados de tanto desprendimento em prol daqueles pequenos seres que vivem a sacudir o rabo, miar, pular, alguns bonitos, outros nem tanto.
Entre os voluntários está o bancário aposentado Sérgio Noberto Canarin, de 59 anos. Após 30 anos dedicados ao Banco do Brasil, atualmente Canarin, desdobra-se em vários para socorrer e cuidar de animais doentes, feridos e abandonados da cidade. Quem acha que ele nasceu gostando de bichos engana-se. “Tinha medo de cachorro por causa de um susto que levei de um pastor alemão quando pequeno. Tudo isso mudou quando minha filha aos 10 anos pediu um cachorrinho numa agropecuária. Estava lá há um mês numa gaiola”, relembra.
Depois do primeiro veio o segundo, desta vez, adotado. Bem que o bancário tentou mandar o cachorro embora, mas ele insistentemente aparecia em sua porta. “Não houve outra opção senão adotar”.
Sempre envolvido em ajuda aos pequenos de quatro patas rejeitados e as pessoas carentes, esse amor aumentou e mudou toda a família após um grave acidente. O filho de Canarin em 1992, aos 22 anos, estudante de medicina na Federal de Santa Catarina, sofreu um acidente, onde teve traumatismo craniano, perdeu o olfato, uma visão e sofre com outras limitações. “Ele tinha 2% de chances de sobreviver disseram os médicos. Naquela época vimos que muitos amigos sumiram, restou a família e os animais”, conta.
A filha Patrícia, tecnóloga em Cerâmica, herdou a paixão do pai, membro da ONG ela ajuda em casa nos cuidados com animais doentes que são tratados e doados. Nos voluntários, a família Canarin encontrou grandes amigos.
Apesar de cansativo e de tirar todos os meses mais de R$ 700,00 do próprio bolso, o bancário aposentado apesar de já ter recebido convites para trabalhar, não pensa em parar. “A maldade do ser humano faz com que eu não deixe de cuidar”.



