Mudanças
As novas da FCF com o presidente Rubinho
Menos custos para os clubes, pagamento de dívidas e projetos de novos departamentos
Por Redação Engeplus
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Uma das metas do empresário criciumense Rubens Angelotti quando assumiu a Federação Catarinense de Futebol – exercia a vice-presidência de Delfim Pádua Peixoto Filho, morto no acidente aéreo da Chapecoense em novembro –, era diminuir os custos dos clubes para os jogos profissionais. Gradualmente, está conseguindo.
“Os clubes já não pagam mais pelas bolas que usam nos jogos. Antes, precisavam comprar oito bolas por partida. Aquele spray que a arbitragem usa também era cobrado dos clubes. Agora não é mais. A Federação assumiu esses custos”, anunciou o dirigente.
CBF está ajudando
a Federação
Angelotti confirma que obteve, junto à CBF, um repasse de R$ 152 mil, “para pagamentos de dívidas e impostos”. Mas nega que o presidente Marco Polo Del Nero tenha condicionado o repasse à demissão de funcionários ligados ao ex-presidente Delfim, conforme denunciou o ex-coordenador do quadro de árbitros, Júnior Moresco, demitido recentemente. “O presidente Del Nero jamais exigiu isso. Ele nos atendeu muito bem e está ajudando o futebol de Santa Catarina”, observou, revelando que a CBF doou, ainda, cinco rádios comunicadores que já estão sendo utilizados pela arbitragem. “São equipamentos de R$ 90 mil que a Federação Catarinense, das principais do país, era a única que não tinha. Agora já temos”, revelou. Sobre finanças, as contas da FCF já estão em dia.
Poderia ter
mais funcionários
A FCF conta, atualmente, com 28 funcionários. E Angelotti frisa a necessidade de até aumentar esse quadro. “Vamos administrar sim a Federação como uma empresa, mas há alguns absurdos. Por exemplo, não há um departamento de ligas, para a relação com o futebol amador, e não há um departamento de vistorias, que tenha o controle das condições dos estádios”, explicou. Na sua gestão, já foram promovidas quatro demissões, e ele não descarta a possibilidade de fazer mais.
Mudança do Barroso
e volta do Próspera
A principal polêmica da arrancada do Campeonato Catarinense é o gramado do estádio Camilo Mussi, do Almirante Barroso, com as marcações amarelas, assunto que ganhou repercussão nacional. O presidente Angelotti está intermediando, com o Marcílio Dias, o aluguel do estádio Hercílio Luz, também em Itajaí, para que o Barroso mande na casa do rival os seus demais jogos em casa.
“De fato, aquelas faixas atrapalham. Mas o Barroso está tentando um paliativo, pintando elas. Ou eles pintam, ou vamos fazer o possível para transferir para o Marcílio. Só vamos precisar das licenças e de uns ajustes no estádio”, destacou o presidente.
Ele revela, ainda, que foi procurado por dirigentes do Próspera, indicando a possibilidade de retorno do clube ao futebol profissional ainda nesta temporada. “Eles estão buscando um parceiro para quitar o que devem com a Federação e pretendem jogar o campeonato ainda nesse ano”, explicou.
Angelotti é presidente da FCF até abril de 2019. Ele estuda a mudança da regra da reeleição, permitindo no máximo uma. “Estamos estudando sim essa mudança no estatuto”, arrematou.



