As saladas das mãos do seu Vitório para as mesas
Patriarca de tradicional restaurante familiar planta e colhe as verduras consumidas
Por Denis Luciano - denis.luciano@engeplus.com.br
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Fornecedores de qualidade não faltam para o conceituado restaurante da família do seu Vitório Ghellere, 76 anos, nas vizinhanças da Barragem do Rio São Bento. E a máxima vale para todos, dos mais aos menos badalados, no saboroso circuito gastronômico de Nova Veneza. Mas mesmo assim o veterano do campo prefere colocar a mão na massa e plantar, ver germinar e colher muitas das verduras que fazem o colorido das saladas servidas à abundante clientela.
“É, a nossa alface, o radicci, o agrião, esse verde todo das saladas sai daqui ali para a mesa do pessoal no restaurante”, conta o patriarca da família que fez fama na boa mesa. Ele próprio administra a estufa visível inclusive para a clientela. “Tem gente que vem aqui visitar. A estufa é bonita né”, questiona, com sorriso no rosto de um indisfarçável orgulho.

E para conferir ainda mais dificuldade à minuciosa lavoura, Ghellere aposta na produção hidropônica. Ou seja, as raízes estão afixadas em canaletas por onde a água corre o tempo inteiro, fazendo uma sutil irrigação que precisa de uma atenção permanente. “Quando esfria muito, a água pode congelar e matar as mudas. Então, precisamos estar sempre ligados, para abrir ou fechar as fontes”, explica.
Para tornar os visitantes mais íntimos, seu Vitório saca algumas folhas, lava em um tanque ou torneira por ali e convida a saborear. A leveza da alface, o amargo característico da rúcula e o cheiro leve do radicci aguçam os paladares. “Gosto disso. E espero passar isso para os nossos herdeiros”, conta o pai de seis filhos, com esperança que os clientes do futuro tenham o mesmo privilégio, de saborear saladas brotadas e colhidas das cercanias da cozinha.
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