Assassino de
Assassino de Kenefer pode escapar de júri popular
Por Redação Engeplus
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O acusado de estuprar e matar a menina Kenefer Maria de Jesus Guimarães pode não ir a júri popular, caso decisão recente da 1ª Vara Criminal da Comarca de Criciúma permaneça. Uma Sentença de Desclassificação foi proferida na terça-feira, a pedido do advogado do réu D.N.B., de 24 anos. Pelo documento, o juiz não reconhece indícios de homicídio doloso, com intenção de matar. O processo segue apenas pelo crime de natureza sexual, que não prevê juri. D. está recluso preventivamente na Penitenciária Sul.
O caso foi apurado pela jornalista Taize Pizoni, do Jornal da Manhã. A denúncia do Ministério Público foi por estupro de vulnerável qualificado, homicídio triplamente qualificado e majorado, e vilipêndio a cadáver. O promotor Leonardo Luchese deve recorrer. “Se a decisão não acatou a tipificação dada pelo Ministério Público, irá haver recurso, sim”, antecipou.
O delegado Vitor Bianco Júnior, responsável pela investigação policial, ficou surpreso com o desdobramento e lembrou que o próprio acusado confessou em seu depoimento que matou e pendurou a vítima para ter a certeza de que a menina iria morrer. “Lembro bem que durante a necropsia, que acompanhei, os técnicos comentaram que ela teve uma morte sofrida e não faleceria em virtude das lesões do ato sexual”, recordou.
Para a defesa do réu, conduzida pelo advogado Elias Guilherme Trevisol, a sentença de desclassificação é um ponto favorável na busca por uma pena mais justa.



