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Estado de greve

Assembleia do Siserp define paralisação dos servidores na próxima terça-feira

Neste dia, trabalhadores deverão participar de uma série de protestos

Por Thiago Hockmüller

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Foto: Thiago Hockmüller/Arquivo Engeplus

Os servidores municipais de Criciúma seguem em estado de greve, reivindicando reajuste salarial e uma série de medidas junto ao Paço Municipal e Câmara de Vereadores. Em assembleia realizada nessa quarta-feira, dia 12, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma (Siserp) estabeleceu na próxima terça-feira, dia 18, a paralisação da categoria com a concentração no pátio de máquinas.

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Em entrevista ao Portal Engeplus, a presidente sindical, Jucélia Vargas, explicou que os trabalhadores e o Siserp vão iniciar uma série de medidas para pressionar o poder público a revisar os salários dos servidores, que segundo Jucélia, há dois anos não são reajustados.

“O estado de greve permanece com ações concretas. Faremos um dia de paralisação na próxima terça-feira, já vamos definir um outro dia de manifestações que serão encaminhadas. É uma série de atitudes e pressão em relação aos vereadores e efetivos que estão contribuindo para não ajudar os servidores”, disse.

Ainda hoje um ofício será encaminhado ao Paço Municipal reivindicando uma reunião com o prefeito Clésio Salvaro. Em março, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou constitucional toda a Lei Complementar 173/2020 que, no contexto da pandemia, ficou conhecida como Lei de Socorro aos Estados, incluindo o trecho que proíbe o reajuste no salário de servidores federais, estaduais e municipais até 31 de dezembro de 2021. O Governo de Criciúma está baseado nesta lei para não conceder o reajuste salarial, mas Jucélia contesta.

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“Entendemos que mesmo com a autorização do Tribunal de Contas, vários municípios estão cendendo. É mais vontade política do que dificuldade na legislação. Há uma série de questões que devemos conversar e ajustar. Questões de atestados médicos, de pessoas que estão tendo Covid-19, depressão, estresse, estão tendo descontos. Tem que mudar a lei, foi aprovada em janeiro e precisa mudar isso. Esse é um ponto importante que tem diminuído o salário de vários servidores que não ficam doentes porque querem”, reclama.

Alteração no cálculo de insalubridade e recomposição salarial, sobretudo para eletricistas, também estão na pauta do Siserp. De acordo com levantamento do sindicato, dos cerca de 4 mil servidores da prefeitura, 2.340 são efetivos, ou seja, o restante compreende cargos comissionados ou temporários.

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