Turismo: movimento econômico e social

Assumindo um novo desafio

Por Jaqueline Backes07 de fevereiro de 2020 3 min de leitura
Revista Crescer

ASSUMINDO UM NOVO DESAFIO

Hoje, inicio aqui no Portal Engeplus, um novo desafio na minha vida: escrever sobre um dos temas que mais me encanta, a maternidade.

Sou formada em Direito e desde a faculdade, as relações familiares ganhavam espaços nos meus estudos, me levando a fazer a monografia de conclusão de curso com o tema “Reprodução Assistida e a Investigação de Paternidade”.

O TABU DA INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL

Para escrever minha monografia, busquei auxilio em alguns profissionais da área médica para poder me ajudar no assunto. Minha ginecologista, Dra. Denise Helena Piovesan Maciel, me orientou indicando alguns médicos que poderiam me ajudar nesta jornada.

Na época, pouco se falava em Reprodução Assistida. As clínicas especializadas, estavam na sua grande maioria sediadas em grandes centros urbanos.Na nossa legislação não havia indicação expressa sobre o tema. O que existia eram alguns doutrinadores iniciando no assunto.

Na medicina os estudos já eram mais avançados, mais o que me preocupava, era o fato da Reprodução Assistida ser tratada pelas pessoas como um tabu. Os casais que buscavam esta ajuda para engravidar, não comentavam, porque tinham vergonha do assunto.

Hoje, vejo uma mudança enorme. Novos profissionais buscando se especializar. Clínicas médicas focadas na reprodução humana, agora não apenas em grandes centros urbanos mais em cidades menores.

O assunto já faz parte de bate-papo de amigos e a busca por este procedimento vem crescendo. Um dos motivos? Estamos nós mulheres, buscando nossa realização profissional ou experiências de vida, para mais tarde pensarmos em gerar uma vida.

O resultado desta escolha, faz com que cada dia que passe, mais casais busquem a Reprodução Assistida como auxilio para gerar um filho.

Em julho de 2019 a ANVISA, apresentou dados oficiais que mostram que o número de fertilizações por meio de inseminação artificial vem crescendo no Brasil. De acordo com o 12º Relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio), em 2018 foram realizados 43.098 ciclos de fertilização in vitro, contra 36.307 em 2017. A comparação entre os dois anos resultou em um crescimento de 18,7% na quantidade de procedimentos.

E quais seriam os possíveis prejuízos de uma gestação tardia?

Conforme Dra. Denise Piovesan Maciel, que hoje é uma especialista em Reprodução Assistida, após os 35 anos a mulher poderá ter maiores riscos na divisão celular do embrião, podendo causar alterações genéticas, síndrome de Down e riscos na própria gestante.

A notícia boa é que a medicina esta avançando no assunto. Hoje contamos com a possibilidade do congelamento de óvulos e sêmen, assim podemos usá-los mais tarde quando o despertar da gestação ocorrer. O importante é sempre ter o acompanhamento de um profissional, que irá nos auxiliar e nos indicar a melhor alternativa de tratamento.

E lembro que a infertilidade não é só da mulher: é também dos homens, portanto não tenham vergonha de buscar ajuda.

CANAL DE TROCA DE EXPERIÊNCIAS

Esta coluna será um canal de troca de experiências, então se você tem alguma dúvida ou quer nos contar a sua história, mande um email para familiadagente@engeplus.com.br

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