Ataques de
Ataques de cães podem ser prevenidos e consequências amenizadas
Na semana passada, um rottwailer atacou um bebê de nove meses de idade, no bairro Presidente Vargas, em Içara. Confira algumas orientações em relação aos ataques caninos
Por Redação Engeplus
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Na semana passada, um ataque de cachorro chamou atenção da região Sul. Um cão da raça rottweiler atacou um bebê de nove meses de idade, no bairro Presidente Vargas, em Içara. Para que estes casos não se repitam, algumas medidas preventivas podem ser tomadas. O ataque pode ser prevenido e as consequências amenizadas. Conforme o especialista em comportamento canino André Bressan, a probabilidade de os ataques acontecerem a crianças e idosos é maior. “São presas mais fáceis para se abater. É mais rápida a imobilização de um idoso de 90 anos do que um homem de 30”, compara o especialista.
No caso registrado em Içara, o cachorro estava solto na rua e entrou no pátio da casa das vítimas. Na ocasião, com a proximidade do cachorro, a mãe tentou entrar em casa o mais rápido possível. Bressan orienta que empreender fuga só é recomendado se o ambiente for totalmente seguro e se o abrigo estiver próximo. “Caso contrário, a vítima deve ficar imóvel e ignorar a presença do animal”, ensina.
Outra orientação é não manter contato visual com o cachorro. “Isso parece um desafio, uma luta por sobrevivência. O cão já possui certa agressividade e com esse contato visual ele vai se sentir ameaçado. Este comportamento também acontece com os homens, esse contato visual é desafiador”, afirma. Caso o cão morda, a melhor atitude para que o cachorro solte a vítima é fracionar (torcer) uma das patas do animal. “Isso se a pessoa estiver sozinha. Se alguém próximo flagrar o ataque, ele pode levantar as duas patas traseiras e lançar o cão o mais longe possível e empreender fuga”, salienta. Abrir a boca do animal não é aconselhado, pois o cão pode atacar a pessoa que está ajudando a vítima.
Bressan ainda lembra que ataques como este são atípicos. Geralmente, os cães atacam em seu território, como em terrenos de empresas. “Dificilmente uma animal que está na rua irá atacar”, comenta. O especialista ainda lembra que a vítima tem que manter calma e seguir essas orientações. “Na teoria tudo parece fácil, mas na prática é mais complicado. Outra questão importante é não deixar cachorros maiores próximo de crianças”, completa.
Medicação - Conforme a veterinária Grasielle Ehrhardt, em caso de ataque, a orientação é procurar um posto de saúde e verificar o histórico do cachorro. “A vítima tem que fazer uma limpeza no local para evitar que o ferimento infeccione ou inflame, por exemplo. O histórico é importante para saber se esse cachorro tomou a vacina contra raiva”, explica a veterinária. Se o cão não tiver tomado essa vacina, a vítima terá que tomar algumas doses de injeções para evitar o contágio. “A doença está praticamente erradica, mas é importante essa atenção”, frisa.



