Prevenção
Atenção das famílias pode evitar acidentes com crianças
Casos de afogamento, engasgamento podem ser prevenidos com pequenas medidas
Por Redação Engeplus
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Entre os tipos de acidentes domésticos com bebês, os engasgamentos são os mais comuns no Inverno. De acordo com os registro do Corpo de Bombeiros de Criciúma, por mês são registrados cerca três ou quatro casos. Entre os principais causadores dos acidentes, está o descuido das mãe após a amamentação ou com objetos que ficam ao alcance da criança.
“Geralmente a mãe trabalha fora, chega em casa cansada, a criança acorda para mamar no meio da noite e ela adormece antes que o bebê dê o arroto, e ele acaba se engasgando. Em alguns casos isso ocorre com outros alimentos, ou objeto que a criança teve acesso”, alerta o sargento Bombeiro Militar, Juan Francisco Fernandes.
Para evitar este tipo de acidente é necessário que haja um empenho de toda a família. Após a amamentação a criança deve permanecer no colo de alguém ou ser deitada de lado por um certo tempo para evitar que ela se engasgue caso venha a arrotar. Objetos de pequeno porte não devem ser deixados em locais de fácil acesso e a criança não deve ficar desacompanhada. “A criança não sabe avaliar uma situação de perigo. Os pais precisam ficar atentos, tudo o que elas veem elas tentam pegar e colocar na boca”, explica Fernandes.
Em situações de engasgamento o atendimento pelo 193, número de emergência do Corpo de Bombeiro, deve ser acionado e as manobras de desengasgamento iniciadas. Primeiro a criança deve ser posicionada sobre as pernas e com pequenas palmadas nas costas, a mãe deve tentar fazer a vítima expelir o que engoliu e em seguida verificar na cavidade da boca a existência de algo. Repetir o processo 2 vezes, se não tiver sucesso o caso já deve ser tratado como um caso de parada cardiorrespiratória. Nessa situação a criança deve ser colocada em uma superfície rígida e submetida ao processo de reanimação: 30 compressões no tórax seguida de duas ventilações. As compressões devem ser feitas entre os dois mamilos e com o uso dos dedos. Para a ventilação ter sucesso é necessário que o nariz e a boca da vítima sejam envolvidos pela boca do socorrista.
De acordo com o sargento Anísio Artur da Silveira, a maioria dos casos atendidos pelo BM que contaram com a ajuda da família durante o tempo de deslocamento da equipe tiveram sucesso. “Eu me lembro bem de um caso. A mãe ligou desesperada, deslocamos a ambulância e fomos orientando por telefone. Ela e a irmã conseguiram desengasgar a criança e salvá-la antes de chegarmos lá”, compartilha.
Acidentes com baldes com água, banheiras e piscinas também chegam a média de quatro a cinco casos por mês. Para esses casos a recomendação é para que as crianças não fiquem sozinhas na banheira, que baldes sejam acomodados de forma que não possam ser acessados e as piscinas devem ser mantidas com tela de proteção ou com cercado.
No mês de janeiro deste ano, Criciúma teve o registro de uma morte por conta de afogamento doméstico. A criança entrou em um balde com água e produto de limpeza, de cabeça para baixo, ficou submersa por algum tempo e faleceu. Se a família tivesse conseguido realizar as manobras de reanimação até que os Bombeiros chegassem a chance de salvamentos seria maior.
Além dos riscos de engasgamento e afogamento, as residências abrigam outras ameaças. Sacos plásticos e fios podem matar se colocados na cabeça ou envolvidos no pescoço. Produtos de limpeza devem ser armazenados em embalagens identificadas, nunca em frascos de bebidas, por exemplo, por que a criança pode associar com algo que ela gosta de tomar e acaba ingerindo. As panelas sempre devem ser colocadas com os cabos posicionados para o lado de dentro do fogão. Escadas e sacadas devem sempre ser protegidas com tela ou cercado. Objetos cortantes devem sem armazenados em locais altos onde a criança não possa acessar.
No vídeo a seguir confira o passo a passo da manobra de desengasgamento e reanimação cardiorrespiratória



