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Atenção para o mosquito da dengue com a chegada do Verão

Por Redação Engeplus

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Foto: Foto: Prefeitura Municipal de Criciúma/Arquivo

Com a chegada da estação mais quente do ano, os cuidados devem ser redobrados quando se trata do mosquito da dengue. É no Verão que os casos envolvendo o mosquito Aedes Egypti aumentam. Em Criciúma, o programa municipal de combate ao mosquito atua no extermínio do inseto durante todas as estações do ano. Conforme a supervisora do programa, Clarice Hellen Pimentel Vieira, Criciúma possui 700 armadilhas espalhadas pelos bairros, que funcionam como controle destes mosquitos.

“Podemos dizer que Criciúma é uma cidade longe do inseto. Este ano tivemos quatro casos isolados. No início de 2012 foram registrados casos nos bairros Jardim Maristela, Brasília e Santa Bárbara, no mês de novembro detectamos um caso do mosquito no bairro Santa Augusta, mas em todos os locais uma varredura foi realizada e a situação está sob controle”, ressalta a supervisora.

Nestes casos, a equipe formada por 15 agentes realiza uma varredura um uma área de 300 metros do local onde foi encontrado o foco do mosquito. “Vamos em todas as casas e verificamos se há outros casos e orientamos os moradores”, explica. A armadilha é feita com um pneu cheio de água parada, que é instalada aum metro do chão. Em um período de sete dias, os agentes vão até o local verificar se há formação de larvas. No caso de detecção, o material é recolhido e encaminhado a um laboratório para análise.

“É estabelecido um período de sete dias, pois é o tempo que o mosquito tem para a reprodução. No Verão, em dias mais quentes a reprodução pode ser ainda maior”, salienta. O processo de reprodução do mosquito possui três fases. A inicial é quando o ovo se formula, a segunda, o inseto se transforma em uma larva, neste momento o mosquito já é perceptível a olho nu. O último é a formulação do mosquito.

Conforme Clarice, muitos dos mosquitos que chegam a Criciúma são visitantes, ou seja, chegam ao município através de caminhões, ônibus e até carros de passeios. “A reprodução maior do inseto se dá no Verão, mas muitos chegam de outros Estados que é quente durante todo ano”, explica. A equipe também atua em locais característicos de proliferação do mosquito, como cemitérios e borracharias.

Para evitar a ploriferação destes insetos algumas orientações são indispensáveis. Os moradores podem combater o inseto em casa. Segundo Clarice, no verão a maior preocupação são as piscinas, pois é um período que a água está limpa. “A população utiliza a piscina e depois ela não é coberta, este local serve como reprodução representando um perigo”, salienta.

Tampar as caixas d’água, verificar se a calha não possui acúmulo de água, virar os gargalos das garrafas de cabeça para a baixo, colocar areia nos pratos das plantas também são orientações a serem seguidas. “A população também pode utilizar a qboa, cloro, soda cáustica na água para exterminar o inseto”, orienta. “As bromélias também merecem atenção já que as plantas acumulam água. A população deve verificar a planta pelo menos duas vezes por semana e retirar a água parada”, ensina Clarice.


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