Aterro ameniza
Aterro ameniza problemas de comunidade com o carvão
Por Redação Engeplus
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A comunidade da Vila Macarini, em Criciúma, teve um problema solucionado de forma parcial na última sexta-feira. Por um mês eles inalaram o mau cheiro liberado pelo carvão de uma área degradada que ocasionava nas famílias dores de cabeça, sangramento no nariz, dificuldade respiratória e até mal-estar em cães após a alimentação.
Conforme a moradora Sônia Colombo Conti, o cheiro era muito forte, mas durante a quinta-feira e a sexta-feira toda a área foi aterrada. Porém, algumas partes não foram isoladas por completo. “Ainda estamos preocupados. No sábado estive olhando e a pirita está branca, do mesmo jeito que estava antes quando pegava fogo”, alertou. Ela lembra que durante um mês, além do cheiro, saía uma fumaça das crateras daquele terreno. “A quilômetros as pessoas conseguiam observar a fumaça. Graças a Deus foi resolvido e espero que não volte”, acrescentou.
O presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Luiz Fernando Zancan, garantiu que no período da tarde orientará uma equipe para verificar o que está acontecendo e a quem pertence o terreno. “Existem duas formas de isolar a pirita: selar com argila para impedir o contato com o ar ou remover. Então vamos verificar se foi aterrado de forma correta”, enfatizou.
Em Siderópolis, os moradores da comunidade de Rio Patrimônio vivem situação parecida por conta da pirita no solo. Na tarde desta segunda-feira o vereador Romildo Soares irá encaminhar à Ferrovia Tereza Cristina um requerimento para que seja tomada alguma providência, já que a área prejudicada fica próxima aos trilhos da empresa. “Essa situação precisa ser resolvida o mais rápido possível, já que a comunidade está sofrendo com o mau cheiro”, argumentou. Ele lembra que há muitos anos teve uma queda de pirita no local. “Nossa intenção é que a ferrovia informe de quem é a responsabilidade. Quem causou a degradação naquela época”, esclareceu.



