Atleta de 11 anos criciumense conquista bronze no Sul-Americano e inspira pela superação

Helena tem apenas 2 anos de prática e já inicia seu caminho com bons resultados

Atleta de 11 anos criciumense conquista bronze no Sul-Americano e inspira pela superação
Foto: Divulgação

A atleta Helena Matias Sagrillo, de 11 anos, mais conhecida como Lele, conquistou o bronze no Campeonato Sul-Americano de Jiu-Jítsu, realizado no Rio de Janeiro, no último fim de semana. Tendo iniciado seu treinamento na modalidade do esporte há somente 2 anos, a esportista já tem a carreira marcada pela superação. Ela ganhou a medalha em uma disputa com atletas de até 10 quilos acima do peso em que está acostumada a competir.

A lutadora treina na academia Cave Bros jiu-jitsu em Criciúma, sob orientação do professor Sandiego Caitano. Para a mãe da menina, Cintia Semler Matias Sagrillo, a superação da filha não é uma surpresa, já que ela sempre demostrou força. “Ela sempre foi uma menina que busca desafios maiores. Tanto que nesse campeonato lutou com meninas de 10 quilos a mais. Sabia que era difícil, mas não teve medo de enfrentar. Ela encara tudo e para mim e meu marido é um incentivo. O esporte é tudo em nossa vida. Enquanto ela se dedicar e querer, eu vou estar sempre apoiando ela”, expressou.

Apesar de ter passado por alguns esportes, a trajetória da lutadora no jiu-jítsu começou em um momento delicado, quando sua avó enfrentava uma doença. “Quando a minha mãe descobriu o câncer, foi onde ela se apaixonou mais pelo esporte. Conseguiu controlar a ansiedade, pois às vezes tinha muitas crises e medo de perder a avó. Por fim, minha mãe veio a falecer por uma complicação. O jiu-jítsu foi o que transformou a vida da Lele, é onde ela consegue manter foco e tirar um pouco do vazio de não ter a vovó aqui”, compartilhou Cintia.

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A conquista no sul-americano simboliza não apenas uma medalha, mas o resultado de esforço, apoio familiar e trabalho sério desenvolvido pela equipe. Essa foi a quarta competição internacional da atleta, que além do lugar no pódio também conseguiu uma bolsa alteta para 2027. “Esse auxílio vai ajudar bastante, pois, querendo ou não, as competições acabam sendo caras”, destacou a mãe da menina.

A medalha de bronze representa mais do que um feito esportivo: é a prova de que o jiu-jítsu também forma caráter, ensina superação e ajuda jovens atletas a enfrentarem desafios da vida com coragem. “O próximo passo agora é se preparar para o brasileiro de jiu-jítsu em São Paulo, que acontece em junho e depois tem campeonatos menores que são regionais”, concluiu Cintia.

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