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Atraso no pagamento de funcionários de empresa cerealista mobiliza sindicato da categoria

Trabalhadores devem receber até amanhã, quando também acontece uma audiência sobre a interdição da mesma empresa

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Vanessa Amando

Funcionários de uma empresa cerealista localizada no bairro Mina União, em Criciúma, estiveram na tarde desta quarta-feira com representantes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Criciúma e região (Sintiacr). Estava em pauta o atraso de cinco dias no pagamento dos trabalhadores. Eles não estão trabalhando porque a empresa está interditada há cerca de 40 dias, através de liminar judicial cedida após o Ministério Público estadual apontar irregularidades ambientais, como poluição sonora e atmosférica em área residencial.

Não houve início de tumulto, mas a Polícia Militar foi acionada e esteve no local. Por intermédio do presidente do Sintiacr, Célio Elias, ficou acordado que o pagamento será feito amanhã, quinta-feira. "Os trabalhadores estiveram na empresa para fazer uma mobilização e o Sindicato os acompanhou, mas eles queriam apenas uma razão para o atraso e saber quando poderiam receber o pagamento de abril. A empresa garantiu que ele será feito ainda amanhã", frisou o sindicalista.

Para esta quinta-feira também está agendada uma audiência com a Justiça para definir a continuidade ou não da interdição. Representantes da empresa explicaram para Célio que as alterações exigidas pela Justiça já foram feitas, o que pode garantir a reabertura da cerealista. Os funcionários foram convidados a comparecer no Fórum de Criciúma para acompanhar a audiência. "Eles querem trabalhar, não é só receber, por isso para eles também é melhor que a empresa seja liberada. Houve, ainda, uma proposta para fretar um ônibus e levá-los ao Fórum, acredito que vários trabalhadores têm vontade de ajudar", finalizou Célio.

A reportagem do Portal Engeplus esteve na sede da empresa e tentou contato com seus representantes, mas não foi recebida.

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