Por Redação Engeplus
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Professores e alunos da escola estadual Melchíades Bonifácio Espíndola, do Balneário Rincão, estão pedindo à Gerência Regional de Educação (Gered) que o ano letivo acabe antes do programado por conta de uma reforma que acontece na escola. As obras estariam atrapalhando o andamento das atividades.
De acordo com a professora de Artes, Mirosete Macedo, os alunos estão convivendo em um ambiente que pode oferecer, inclusive, riscos à saúde. "Estamos usando copos descartáveis porque não tem água na cozinha para lavar a louça. Nos últimos dias, os pratos e copos precisaram ser lavados no bebedouro de água que os alunos utilizam no ginásio. Existe um risco de contaminação de algumas doenças e os pais estão preocupados com a situação", ressalta Mirosete.
A escola tem cerca de 500 alunos por período e passa por reformas no telhado, banheiro, cozinha, parte helétrica, hidráulica e estrutural. "Os pátios estão cheios de entulho. O local onde os alunos lancham tem pregos e parafusos pelo chão", comenta a professora.
A estudante Jeniffer Gama de Lima concorda com a professora e acredita que houve falha no planejamento do calendário. "Nós do terceiro ano temos uma formatura pela frente e as coisas ficaram indefinidas por não sabermos quando as aulas vão acabar. Está complicado estudar porque o barulho atrapalha", explicou a estudante.
Rafael Ronconi, também estudante, acredita que a reforma teve início no momento errado. "Era para acontecer quando a gente estivesse de férias. As crianças podem se machucar com todo o material que fica pelo chão", salientou.
O gerente regional de educação, Luiz Rodolfo Michels, explica que o pedido para que as aulas acabassem antes do tempo foi feito em cima da hora e agora é necessário cumprir o compromisso com o calendário escolar. "Não posso reduzir esse tempo sob pena de responder na Justiça. Hoje pela tarde vou visitar o colégio junto com o engenheiro responsável e, se for verificado que as condições são essas, vamos assegurar que o aluno não tenha que conviver com as obras de forma direta. Ele não pode, por exemplo, lanchar em um local perigoso", ressaltou.


































