Autismo: Aprenda
Autismo: Aprenda a entender e diagnosticar
Hoje, celebra-se o Dia Mundial de Conscientização do Autismo; na região de Criciúma, estima-se que duas mil pessoas sejam portadoras desta síndrome
Por Redação Engeplus
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Hoje, dia dois de abril, é o Dia Mundial de Conscientização Sobre o Autismo. Conforme informações da Organização das Nações Unidas (ONU), em crianças, a síndrome é mais comum do que o câncer, a Aids e o diabetes. No Sul do Estado, apenas uma entidade presta auxílio aos portadores de autismo: é a Associação de Amigos dos Autistas (Ama), de Criciúma.
Na tarde desta terça-feira, representantes da Ama, em parceria com o Sesc e a Faculdade Esucri, estiveram na Praça Nereu Ramos, no Centro de Criciúma, para abordar o assunto com a população. Pais e alunos atendidos pela Ama também estiveram presentes. No local foi realizada panfletagem e foram promovidas algumas brincadeiras com as crianças.
Nivalda Cechinel de Souza tem um filho de 13 anos que foi diagnosticado com autismo quando tinha apenas quatro anos. Além disso, ele é deficiente visual. A mãe explica que teve complicações aos seis meses da gestação de Fred, o que forçou um parto prematuro, e a permanência na incubadora pode ter agravado as condições de visão dele. Apesar de todas as dificuldades encontradas ao longo do crescimento de seu filho e do desenvolvimento da síndrome, Nivalda acredita que não há palavra melhor para definir os autistas: amor.
"São crianças inocentes em tudo. Se você quer definir o que é o amor, basta olhar para elas. Uma criança autista é o amor verdadeiro por inteiro. Os autistas têm maneiras diferentes de se expressar, o que, às vezes, até assusta as outras pessoas, mas é o único modo que eles encontram para interagir com as pessoas, já que essa é uma grande dificuldade para eles, o convívio social. E o meu filho, por exemplo, é muito carinhoso, ao mesmo tempo muito carente, mas através deste carinho ele manifesta o seu amor", destaca a mãe.
Na noite de hoje, a Ama vai participar de sessão solene na Câmara de Vereadores de Criciúma para prestar informações e esclarecimentos sobre a síndrome. De acordo com a vice-presidente da instituição, Estefania Borges, as pessoas precisam entender o que é o autismo e também é importante que saibam o que a Ama precisa para manter os atendimentos.
Colaboração: Vanessa Amando/Engeplus
Confira mais informações na reportagem da TV Litoral Sul.



