Engeplus
Leitura

Axolotle atropelado:

Axolotle atropelado: as drogas na vida de uma adolescente

Por Redação Engeplus

2 min de leitura

Compartilhar:

Qual é a linha que separa o momento que ainda se tem esperança e quando ela acaba? Mifti parece estar perto dela. A garota é a personagem de 16 anos do livro Axolotle Atropelado, da alemã Helene Hegemann, que tenta descobrir um sentido para o que viveu e o que está vivendo e as drogas parecem ser um refúgio que a deixa durante muito tempo em estado de semi-consciência para poder enfrentar o que nem ela sabe exatamente.

O livro foi escrito em uma linguagem jovem, pois a autora tem apenas 19 anos, que mistura passado, presente, diálogos confusos, cenas que se encerram do nada. A leitura é difícil, mas depois de se acostumar com ela nas primeiras páginas, desperta a curiosidade de saber o que a autora vai fazer com a personagem no final da história.

Mifti já assumiu ser uma garota-problema. Seu diário, num momento da história, é assustador para seus familiares. Sua mãe está morta, seu pais está distante e ela vive com dois meio-irmãos mais velhos que já tem suas vidas para cuidar e as tentativas de colocá-la em um caminho melhor parece não ter efeito.

A pergonagem vive no mundo das drogas (muitas drogas), álcool, fala de experiências de sadomasoquismo, autodestruição. Ela parece querer ter liberdade, mas não perceber que já a tem e não sabe o que fazer com ela. Suas amizades também não são exemplos de vida e, no meio disso tudo, ela se encanta com um mascote exólico, um axolotle (uma espécie de salamandra mexicana que não se desenvolve), por seu sorriso um pouco perturbador e o carraga por um tempo, talvez até mesmo sem ter a consciência desse ato na maior parte do tempo.

Axolotle Atropelado
Helene Hegemann
Editora Intrínseca
206 páginas
R$ 39,90

Compartilhar:
Leia a seguirAmor sem Fim: a sutil percepção de um amor doentio
Publicidade