Engeplus
Geral

Melhorias

Baixo efetivo policial gera discussão durante Colégio de Presidentes da OAB

Proposição levada pela subseção de Criciúma resultou em um ofício ao governador

Por Redação Engeplus

2 min de leitura

Compartilhar:

O baixo efetivo policial no Estado, em especial o Civil, foi pauta durante o 80º Colégio de Presidentes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Santa Catarina, realizado no último fim de semana, na cidade de Itá. Isso porque o presidente da subseção de Criciúma, Luiz Fernando Michalak, levou ao encontro dados alarmantes sobre a situação.

Publicidade

Na proposição apresentada durante o Colégio, Michalak apontou que em mais de 190 delegacias de Santa Catarina não há delegados em expediente. Além disso, entre 2007 e 2014 ingressaram na Polícia Civil cerca de 1,4 mil novos profissionais, sendo que mais de 1,1 mil se desligaram. “É necessário salientar, também, que nesse período houve um acréscimo populacional significativo e, principalmente, um aumento considerável da criminalidade”, evidencia.

A proposição apresentada por Michalak, que também deu destaque às necessidades enfrentadas no Sul, foi recebida muito bem pelos demais. Estavam presentes, no evento, 44 representantes de subseções do Estado. Com base nisso, um ofício foi emitido ao governador, Raimundo Colombo, para tentar solucionar o problema. De acordo com o presidente da seccional catarinense, Tullo Cavallazzi, mesmo com as dificuldades encontradas, o objetivo é tentar viabilizar novas contratações por outros caminhos. “Quem sabe pedir auxílio do Governo Federal. Temos receio de que, se continuar assim, em um curto período teremos um colapso na segurança pública”, enfatiza Cavallazzi.

Para Michalak, é necessário reivindicar ao Governo do Estado um aumento no efetivo, cobrando melhorias também nas unidades de atendimento. “É inadmissível continuar assim. Essa situação é motivo de muita preocupação, tanto que já externamos nosso sentimento, inclusive, ao vice-governador, Eduardo Moreira, em janeiro deste ano. Queremos encontrar a solução deste problema”, enfatiza. Cavallazzi completa, ao dizer que “as próprias estatísticas policiais mascaram os verdadeiros números. Muitas vezes as pessoas deixam de registrar suas ocorrências justamente pelo baixo efetivo”, pontua.

Publicidade

A reivindicação levada ao Colégio pelo presidente da OAB de Criciúma será explanada, também, aos policiais civis do Estado, para que eles tenham conhecimento de que a bandeira foi levantada pela instituição e que os profissionais estão lutando por soluções imediatas.

Colaboração: Samira Pereira/Ápice Comunicação

Compartilhar:
Leia a seguirSiderópolis inaugura obra rede tratada na comunidade do Rio Jordão
Publicidade