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Balão intragástrico, uma opção no combate à obesidade

Com a ajuda do instrumento, é possível perder em média 20 quilos

Por Redação Engeplus

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As estatísticas já apontam que mais de 50% da população brasileira está acima do peso. De 5% a 7% destes pacientes já chegaram à obesidade mórbida. Os dados foram informados pelo médico Rafael Ostermann, especialista e cirurgião do aparelho digestivo.

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Ostermann explica que a obesidade pode gerar hipertensão, diabetes, colesterol e triglicerídeos altos, refluxo, doenças degenerativas e um maior risco de neoplasias (câncer). “Pelo menos 40% dos pacientes obesos apresentam apneia do sono, e dormir bem é fundamental, pois a apneia pode gerar inclusive uma doença venosa crônica. No momento em que a obesidade é tratada, tudo melhora no organismo”, revela.

Para crianças e adolescentes com menos de 16 anos, os médicos recomendam exercícios físicos e suporte nutricional. Para os maiores de 16 anos, o leque de alternativas aumenta. Entre estas alternativas de combate à obesidade está o balão intragástrico.

Segundo Ostermann, o balão é sugerido para pacientes que possuem o Índice de Massa Corporal (IMC) entre 27 e 40. Acima disso, a cirurgia bariátrica passa a ser sugerida também. “O balão é uma bengala para apoio do paciente. Ele é colocado no estômago do paciente através de uma endoscopia e retirado de seis a oito meses depois. Em duas horas o procedimento ambulatorial é concluído”, afirma.

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Se utilizado da forma sugerida pelo médico, com acompanhamento nutricional, psicológico e exercícios físicos regulares, o balão pode ajudar o paciente a emagrecer cerca de 20 quilos. A nutricionista Michele Piazza, que ajuda no acompanhamento de pacientes que optaram pelo balão intragástrico, diz que alguns deles conseguiram perder até 40 quilos.

“O balão ajuda o paciente a promover uma mudança em seu estilo de vida, sem que isso se torne enfadonho. Em geral, o balão é enchido com cerca de 600 ml de soro, e passa a ocupar este espaço no estômago. Com isso, a sensação de saciedade chega mais cedo”, relata o médico.

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