Banco de
Banco de Olhos de Criciúma depende de acordo entre governos do município e de Santa Catarina
Tratativas estão em torno do repasse financeiro do Estado e adequações ao projeto por parte da Prefeitura
Por Redação Engeplus
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As tratativas entre o Governo do Estado de Santa Catarina e o município de Criciúma para a viabilização do Banco de Olhos de Criciúma (BOC) avançam. Instalado no Hospital Santa Catarina, o Banco de Olhos está fechado há três anos por falta de estrutura. De acordo com a presidente do BOC, Eliana Andrade, em uma reunião no fim do mês passado, ficou definido que o Estado destinará R$ 300 mil para a adequação do espaço, com cerca de 70 metros quadrados, assim como para a compra de equipamentos para o funcionamento do Banco.
Quem fará as reformulações será a prefeitura de Criciúma. Após a reunião, o município ficou responsável pelo projeto para que estas viabilizações aconteçam. Conforme o secretário adjunto de Saúde do Estado, Acélio Casagrande, após a conclusão do projeto, a quantia de R$ 300 mil será liberada. "Não é uma obra complexa, são adequações simples de ampliação e compra de acessórios para o funcionamento do local", afirma.
Já a secretária de Saúde de Criciúma, Geovânia de Sá, explica que o repasse financeiro do Governo do Estado ainda não foi oficializado. "Já temos o projeto do Banco de Olhos. Ele está incluso no projeto de reforma e ampliação do Hospital Santa Catarina. No entanto, o Governo do Estado ainda entende que o BOC será no Hospital São José, o que hoje é inviável. Precisamos da confirmação desse repasse de R$ 300 mil e do acordo para que o Banco seja implantado junto ao Santa Catarina, até mesmo para saber quanto deverá ser a contrapartida do município", pondera Geovânia.
Histórico - O Banco de Olhos de Criciúma funcionava desde 1991 em Criciúma. Conforme o policial civil e perito do Instituto Médico Legal (IML) de Criciúma, Almir Fernandes, também envolvido com o BOC, a fila de espera no Estado chega a 70 pacientes. Com o Banco em funcionamento em Criciúma, essa fila chegaria ao fim.
"Em 2010, quando realizamos 52 transplantes, nos tornamos referência e com certeza continuaríamos sendo referência no Estado", comenta. A cirurgia de córnea não é um procedimento complexo. O paciente realiza o transplante e, posteriormente, é acompanhado durante um ano pelo cirurgião. Na grande maioria dos casos, as córneas são compatíveis aos pacientes.
Números - De janeiro até 28 de agosto de 2010, foram 26 doações (52 transplantes) de córneas realizadas pelo Banco de Olhos de Criciúma, o que foi considerado recorde no Estado naquele período. Confira abaixo quantas captações foram deixadas de ser feitas desde setembro de 2010:
2010: Setembro até dezembro - 11 casos (22 transplantes);
2011: Foram 38 casos (76 transplantes);
2012: Até 12 de dezembro foram 42 casos (84 transplantes).
Com informações de Vanessa Amando, do Portal Engeplus.



