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Banda Marcial Satc: quase cinco décadas formando jovens músicos

Uma das mudanças é o ensino da música, aprendizado que começa com crianças de 9 anos

Por Redação Engeplus

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Foto: Divulgação

O adolescente Guilherme Fernandes, 15 anos, sempre gostou de música, mas foi pela influência do irmão Willian que acabou na Banda Marcial da Satc. Hoje, toca o flug, instrumento de sopro e, nas horas vagas, passa o tempo com o violão. “Via meu irmão tocar e gostava, por isso decidi entrar. Mas é preciso dedicação, tem que estudar”, afirma Guilherme. Ele é um dos jovens talentos que vão surgindo a cada ano e fazem com que a história da Banda Marcial se mantenha há quase cinco décadas.

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A dedicação elencada por Guilherme é primordial para qualquer aluno que queira se integrar ao grupo. Duas vezes por semana, por mais de duas horas, crianças e adolescentes que estão na banda se reúnem para ensaiar. “Contamos com participantes de 12 a mais de 40 anos. Alguns são ex-alunos da Satc que retornam para tocar na banda”, explica o maestro Pedro Apolinário. Entre os mais jovens está Lorenzo Damazio Ceron, 12, que está há pouco mais de dois anos no grupo. “Eu gosto muito. Não sabia nada, comecei tocando flauta e hoje toco bombardino”, conta.

A música torna os jovens atentos e disciplinados. Mudanças que a professora Sandra Fidélis Bortolotto percebeu no filho Augusto, 15. “Ele decidiu participar e incentivamos. Se descobriu com a música. Nós consideramos isso muito saudável, porque a união, a amizade entre eles é muito bonita”, pondera Sandra.

Incentivador de talentos

A renovação, a entrada de jovens sempre foi algo constante na Banda Marcial. Foi assim também para o maestro Pedro Apolinário. Ele ingressou no grupo em 1986, com 12 anos. “Cheguei sem saber nada”. Aos poucos foi aprendendo a tocar os primeiros instrumentos e ler as partituras. Quando a Satc enfrentou a maior crise, no início de 1990, a Banda também ficou ameaçada. “Decidimos manter. A gente não queria que a Banda fechasse, por isso fomos em frente”. Pedro assumiu como maestro, substituindo o professor Flávio Vitorio.

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Ao longo dos anos foi se aperfeiçoando, estudando música e buscando novos cursos. Hoje, a banda procura estimular os conhecimentos. “O aluno entra e tem aulas de música. Antes de ir para a Banda ele aprende a parte teórica. Eles sabem ler partituras e estudam a divisão musical”, ressalta Pedro.

O resultado de tanto trabalho é percebido na agenda do grupo. Somente nas comemorações da Semana da Pátria, a Banda foi convidada para participar de cinco eventos na região. “Em muitas apresentações, os ex-alunos, que ainda são músicos, vem para participar e integrar o grupo. A paixão pela Banda não morre nunca”, afirma a coordenadora das Oficinas Educacionais da Satc, Jucele Martins da Silva Coelho. Outro destaque é o Corpo Coreográfico, comandado pela professora Maria de Fátima Denoni, que anima o público nos eventos.

A última conquista veio na semana passada. A banda conquistou o 2º lugar no IX Campeonato Estadual de Bandas e Fanfarras, realizado em Schroeder. “Foi um resultado expressivo, que mostra a determinação dos alunos, o envolvimento de todos. O Festival é diferente, porque traz um estilo especial de apresentação. Foi muito bom participar”, ressalta o maestro.

Colaboração: Redação Satc

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