Barra do
Barra do Camacho será reaberta
Por Redação Engeplus
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Quatro anos depois da última intervenção da Cidasc, a Barra do Camacho – limite de Jaguaruna com Laguna – será de novo desassoreada para permitir o fluxo da água do mar ao sistema local de lagoas.
A medida realimenta as expectativas de centenas de famílias de pescadores em várias comunidades.
A história da barra está ligada a fenômenos sazonais que determinam a abertura e o fechamento, um deles de triste memória para a população da Amurel e, sobretudo, de Tubarão.
Na enchente de março de 1974, as lagoas receberam um volume de água tão grande que arrebentou a barra. Tristeza de uns, alegria de outros.
Com a barra aberta, tainhas e camarões encontraram na lagoa um verdadeiro estuário. Foi a festa para os pescadores nativos, mas o otimismo durou poucos anos. Fechada, obrigou a migração de dezenas de pescadores para o litoral gaúcho, onde nem sempre tiveram uma acolhida satisfatória.
Em meados da década de 90, o então governador Vílson Kleinubing bancou um megaprojeto de fixação da barra. A solução definitiva pautou-se em duas muralhas erguidas com bolsões de concreto. Na primeira ressaca, a barra reabriu. Na segunda, poucos dias depois, a estrutura desabou.
REABERTURA EM 2011
Em condições favoráveis, o canal da Barra do Camacho chega a medir 35 metros de largura. Hoje, não passa de 15 metros e acumula bancos de areia alimentados pela maré. Na reabertura em agosto de 2007, a draga da Cidasc chegou a retirar 90 mil m3 de areia, um investimento acima de R$ 320 mil.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Regional de Tubarão, Haroldo Silva, os serviços de desassoreamento estão orçados agora em R$ 500 mil e devem começar ainda em julho com término em novembro. Como a Cidasc possui equipamento para executá-los, não haverá licitação.
(Colaboração: Zahyra Mattar / Notisul – Fotos/Arquivo: Ariadne Niero / Engeplus)



