Bastidores da
Bastidores da troca do Criciúma
Por Redação Engeplus
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Já era início da madrugada de quarta-feira quando Rubens Angelotti recolheu-se ao seu apartamento no hotel onde concentrou o Criciúma em São Paulo. Haviam se passado poucas horas da derrota do Criciúma para a Portuguesa por 2 a 0 quando a demissão do então técnico Guto Ferreira começou a ser discutida.
"O presidente Antenor me ligou de Criciúma e realmente ali começou o assunto de trocar a comissão técnica. Antes disto não houve esta conversa", afirmou o diretor de futebol. O dirigente descartou, no primeiro diálogo com o presidente, a tomada de qualquer atitude antes da chegada da delegação na cidade.
"Assim que chegamos, retomei a conversa com o presidente e claro que o voto dele tem peso 2, mas foi uma decisão de diretoria que era hora de trocar o técnico", afirmou. Assim, Guto foi chamado e comunicado por Angelotti da demissão. Retornou ao hotel onde vinha residindo, informou aos seus auxiliares André Luiz e André Zaros, fez as malas e voltou ao Majestoso pouco antes das 17 horas para despedir-se dos atletas.
"Foi uma saída em alto nível do Guto. Ele compreendeu os motivos do clube e nos desejou sorte na sequência da Série B". A opção por Mauro Fernandes foi imediata. Logo que Guto foi avisado da dispensa o diretor Angelotti telefonou para o futuro técnico tricolor em Minas Gerais. "Foi uma conversa rápida, objetiva. Explicamos a ele nossa situação, da urgência que temos e ele levou uma hora para tomar a decisão". Enquanto Guto Ferreira concedia sua última entrevista no Criciúma por volta das 17:40 a direção já tinha acertado com Fernandes.
"Ainda está em tempo de o Criciúma adquirir o ritmo que esperamos, ter a produção que esse time é capaz. Sabemos que não é positivo trocar muitas vezes de técnico mas agora nosso plano é ir com o Mauro até o fim", refletiu Angelotti. Mauro Fernandes é o terceiro treinador do Tigre na Série B e o quarto na temporada. Os anteriores, além de Guto, foram Édson Gaúcho e Guilherme Macuglia.



