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Bastidores: o empate foi a gota d’água para a demissão

Por Mateus Mastella

5 min de leitura

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Paulo Baier não é mais técnico do Criciúma. O Tigre anunciou a demissão dele na manhã de hoje. O comandante sai com mais de 50% de aproveitamento, com resultados bons, mas sem o rendimento satisfatório. Mas foi o empate que demitiu o treinador? Não foi! Vamos explicar alguns detalhes o porquê que aconteceu isso.

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Voltamos algumas semanas, quando Anselmo Freitas quis contratar Paulo Baier, enquanto Juliano Camargo queria outro nome, isso no início da Série C. Até aí tudo bem. Cada um tem as suas preferências, Camargo foi convencido e Baier contratado. Ele veio, resgatou o espírito, o Criciúma mudou da água para o vinho e foi muito longe na Copa do Brasil e liderou na Série C. O problema é que o time cresceu rápido, decaiu da mesma forma e isso não foi bem digerido pela direção.

O primeiro choque aconteceu na eliminação para o Fluminense na Copa do Brasil. Não a desclassificação, mas, sim, a forma apática que o time entrou em campo fora de casa. O 3 a 0 para a equipe carioca levantou uma dúvida: porquê a equipe vai muito bem em casa e, longe do Majestoso, não é nem caricatura de time?

Tudo bem, os jogos passaram, em casa vencia, fora perdia. Veio a vitória contra o Ypiranga longe e a esperança que tudo tinha mudado. Criciúma sondou renovar com Baier, mas o comandante não quis, naquele momento, estava focado em subir o time para a Série B. Recebeu proposta e tudo, do Vitória, do Goiás e sondagem da Chapecoense, mas não foi porquê, também, não tem licença de técnico para treinar nas divisões acima, mas, também, queria subir o Criciúma.

Todos os jogadores pedidos pela comissão técnica e direção, Anselmo Freitas atendeu. Ele é empresário, investiu. Queria retorno. E teve? Volto no parágrafo anterior. Em casa, rendia. Fora, não!

Veio o jogo contra o Paraná e a convicção interna: vamos ganhar deles fora e planejar a próxima fase. Talvez, esse confronto, foi a pior partida do time, que até criou muitas oportunidades mais pela fragilidade do Paraná, do que pelo próprio Tricolor. A derrota aconteceu. Ali mesmo, dia 4 de setembro, Baier poderia ter caído. Lá na Vila Capanema, após a partida, aconteceu uma reunião, que deu a primeira sobrevida ao Baier.

O próximo desafio era o Botafogo.SP e o Criciúma pouco jogou, só empatou, no Majestoso. No domingo, um dia após a partida, Anselmo Freitas chamou todo mundo para conversar e a demissão foi colocada em pauta. Mais uma vez, foi recusada a possibilidade de tirar, contudo, o argumento de ganhar todas em casa não valia mais.

Discurso desalinhado
A Copa Santa Catarina entrou na vida do Tigre para colocar a equipe na Copa do Brasil e foi no primeiro jogo que o discurso da direção e da comissão, publicamente,mostrava-se desalinhado. O Criciúma perdeu de forma inoperante para o Hercílio por 2 a 0. Na coletiva, Luciano Almeida disse que o time jogou bem, enquanto Juliano Camargo falou que ficou muito abaixo do esperado.

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O Mirassol era o ponto-chave. Ou ganhava ou demitia Paulo Baier. Criciúma 3 a 1, vitória da classificação e a sobrevivência de Baier. A direção avaliou que o time não jogou bem, porém não tinha como demitir. O ídolo do Tricolor estava classificado com uma rodada de antecedência. Baier na coletiva disse que o precisava respeitar como ídolo, dando a entender que ele estava desconfortável com algo.

O Criciúma também ganhou do Juventus, fora, na quarta. Mas a coletiva de Almeida, de forma irritada, transparência que ele estava incomodado com alguma situação. Enfim, bola para frente.

Com 10 dias para trabalhar até a estreia da Série C foi o tempo exato que Baier conversou com a direção para ajustar os problemas e a certeza que precisaria manter a boa campanha de casa e buscar fora para subir.

O empate contra o Paysandu caiu, de novo, por terra o discurso de vencer em casa. E agora teria que buscar fora. Mas como se o time, na primeira fase, mostrou pouco. Logo após a partida, depois da coletiva, estava definido: Paulo Baier não era mais técnico do Tigre.

E a ideia de trocar com 5 jogos de antecedência era para não repetir o que foi feito no Estadual, alterar antes que seja tarde demais. Na época, o Criciúma perdeu para o Joinville e Anselmo Freitas foi convencido pela direção de futebol a manter Hemerson Maria. Em casa, perdeu para o Próspera, demitiu o treinador, veio Wilson, mas aí era tarde demais: Criciúma rebaixado.

Por isso a troca confirmada nesta segunda-feira. Baier foi demitido com 19 jogos, 9 vitórias, 4 empates e 6 derrotas, em um aproveitamento de 54.39%. O que vai acontecer? Tigre promete um novo técnico ainda hoje. A decisão foi correta? Isso a gente só vai saber no final do mês.

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