ONG Multiplicando Talentos
Bens sequestrados para pagar prejuízo público
Por Redação Engeplus
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Duas das oito prisões temporárias efetuadas nesta quinta-feira pelo Gaeco na Operação Talentos já foram relaxadas. Tratam-se de pessoas ligadas à ONG Multiplicando Talentos que estão sendo ouvidas dentro da denúncia apurada desde 2015 pelo Ministério Público de que recursos públicos estariam sendo desviados da instituição para benefício do presidente, que se encontra em prisão preventiva.
Bens do principal acusado foram seqüestrados para garantir o ressarcimento aos cofres públicos de parte dos valores apurados. A investigação do Gaeco estima que o prejuízo ao erário alcance até R$ 1,5 milhão. Enquanto a apuração é feita pela força tarefa, a ONG continua com as portas fechadas. A operação gerou perplexidade entre funcionários da instituição.

Entre as irregularidades que vem sendo confrontadas com as testemunhas estão movimentações suspeitas nas contas pessoais do presidente e de pessoas ligadas a ele. Apura-se, ainda, o possível retorno para contas particulares de recursos públicos empregados para pagamentos de fornecedores de casas administradas pela ONG em parceria com o Estado, bem como o suposto emprego de verbas para uma construção em Araranguá.
As prisões temporárias para tomadas de depoimentos incluem pessoas ligadas ao presidente, uma auxiliar administrativa, a tesoureira da ONG e outros, e possuem validade de cinco a 15 dias, conforme o ritmo do trabalho do Gaeco.
(Colaboração: João Zanini / Rádio Eldorado)



