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Cultura

Mostra de cinema

Biblioteca Municipal de Imbituba recebe mostra de cinema e direitos humanos

Filmes terão versões para inclusão de deficientes auditivos e visuais

Por Redação Engeplus - jornalismo@engeplus.com.br

4 min de leitura

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A Biblioteca Pública Municipal Cônego Itamar Luiz da Costa, no Centro de Imbituba, recebe a 8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. O evento será realizado nos dias 27, 30 e 31, às 19 horas, através de uma parceria entre a Secretaria de Cultura do município e o Ministério da Cultura, uma realização da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. A entrada é livre e a classificação indicativa é de 14 anos.

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Os filmes abordam temas relacionados aos direitos humanos, diversidade sexual, preconceito racial, trabalho digno, de maneira livre e criativa, prezando pela qualidade cinematrográfica. O foco é o fortalecimento da educação e da cultura, o respeito às diversidades e a cidadania.

A bibliotecária Gláucia Maindra entende que esta mostra é essencial para dialogar com a comunidade. “São questões pertinentes e muito próximas da nossa realidade, propiciando ao público repensar seu papel social, a valorização dos aspectos culturais que vivencia em seu cotidiano e pensar em novas práticas”, explica, convidando toda a cidade para participar do evento.

Destaque para a acessibilidade, pois todos os filmes serão exibidos em closed caption, sistema de legendas das falas e sons que fazem parte da cena, incluindo as pessoas com deficiência auditiva. Para aqueles com deficiência visual, haverá a oportunidade de acompanhar um filme com audiodescrição, em que o narrador descreve detalhadamente o máximo do que pode ser visto na cena e o que é indicado fora dela.

Confira abaixo a programação e sinopses das exibições:

Dia 27, segunda-feira, às 19 horas: As hiper-mulheres
Takumã Kuikuro, Carlos Fausto, Leonardo Sette (Brasil, 2011, 80 minutos)
Mediado por Alessandra Schmitt
Temendo a morte da esposa idosa, um velho pede que seu sobrinho realize o Jamurikumalu, o maior ritual feminino do Alto Xingu (MT), para que ela possa cantar uma última vez. As mulheres do grupo começam os ensaios, enquanto a única cantora que de fato sabe todas as músicas se encontra gravemente doente. Premiado no festival de Gramado com os prêmios Especial do Júri e Melhor Montagem.

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Dia 30, quinta-feira, às 19 horas: Kátia
Karla Holanda (Brasil, 2012, 74 minutos)
Mediado por Viegas Fernandes da Costa
Este documentário conta a história da primeira transexual eleita para um cargo político no Brasil. Além de mostrar como José se transformou em Kátia Tapety, o filme nos apresenta a trajetória política da travesti piauiense que lidou com o preconceito do pai na infância, mas hoje é respeitada entre seus conterrâneos. Ela foi a vereadora mais votada de seu município por três vezes consecutivas e chegou a vice-prefeitura da cidade de Colônia do Piaui, entre 2004 e 2008.

Dia 31, sexta-feira, às 19 horas: Doméstica
Gabriel Mascaro (Brasil, 2012, 75 minutos)
Mediado por Alessandra Schmitt
Sete adolescentes assumem a missão de registrar por uma semana a sua empregada doméstica e entregar o material bruto para o diretor realizar um filme com essas imagens. Entre o choque da intimidade, as relações de poder e a performance do cotidiano, o filme lança um olhar contemporâneo sobre o trabalho doméstico no ambiente familiar e se transforma num potente ensaio sobre afeto e trabalho.

Dia 31, sexta-feira, às 20h15min: Caixa D’água: Qui-lombo é esse?
Everlane Moraes (Brasil, 2012, 15 minutos)
Mediado por Alessandra Schmitt
O documentário relata, através de depoimentos de antigos moradores e de acervos fotográficos, a importância no âmbito cultural e histórico do bairro Getúlio Vargas, localizado em Aracaju, capital de Sergipe. A ênfase é dada à cultura negra e à presença do negro escravo e seus descendentes, com o resgate de assuntos relacionados à sua origem, oralidade, localização geográfica e consciência de sua identidade racial, mostrando que, apesar dessa comunidade existir em uma área urbana, ainda mantém muitos aspectos da vida em quilombo dos antigos negros escravos do Brasil.

Colaboração: Emanuelle Querino Alves de Aviz/Comunicação Imbituba

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