Blumenauense é
Blumenauense é voluntária no GAC
Por Redação Engeplus
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Doações que chegam até o GAC são recebidas por uma voluntária que entende bem o drama vivido pelos flagelados. Natural de Blumenau, Shirley Thiel, que está há 10 anos em Criciúma, não conseguiu ficar em casa e acompanhar o noticiário pela imprensa. Com parentes nas regiões isoladas, ela fez questão de ir até a Cruz Vermelha para se apresentar como voluntária.
E hoje mesmo começou a atuar com as arrecadações de mantimentos. “Sei exatamente o que estão passando por lá”, diz a psicóloga que presenciou duas grandes enchentes na vida: em 1983 e 1984. Ela conta que ainda não conseguiu contato com parte dos amigos. “Muitos estão isolados. A dificuldade neste momento é grande para quem está no norte do estado”, avalia.
Em contato que fez com pai que ainda vive em Blumenau ela soube que parte dos locais em que brincava na infância não existe mais. “Cresci num lugar que não existe mais. Tudo desmoronou”, recorda. Os pais estão em local seguro. Uma conhecida está desaparecida.
“Naquela época a enchente era o maior problema. Agora são os deslizamentos de terra que preocupam. Quando pequena vi meu pai abrir nossa casa para amparar os desabrigados. Hoje, mesmo distante, precisava encontrar uma forma de ajudar meus conterrâneos”, conta.



