Bolsas europeias em recuperação após choque na segunda-feira
Terça-feira pode marcar recuperação das bolsas no mundo
Por André Abreu
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As bolsas na zona do euro se recuperam nesta manhã de terça-feira, o DAX 30 de Frankfurt subiu 3,0%, enquanto o CAC 40 de Paris subiu 3,3%.
No índice FTSE 100 de Londres, das principais empresas de primeira linha, os valores das ações aumentaram 3,1%, auxiliados por uma recuperação modesta dos preços do petróleo, que inicialmente havia caído após uma decisão saudita de aumentar a produção de petróleo em um mercado já suprido.
O FTSE MIB em Milão, que fica no centro financeiro da área mais atingida por infecções por coronavírus na Europa, registrou um aumento de 3,0% na terça-feira, depois de ter despencado mais de 11% no dia anterior, quando o governo italiano apresentou medidas mais drásticas para interromper o surto.
As perspectivas globais não foram todas positivas na manhã de terça-feira, no entanto, uma vez que a Rússia informou que o índice russo de ações RTS caiu mais de 10% em sua abertura após o colapso de segunda-feira nos preços do petróleo, que viram o rublo atingir o nível mais baixo em quatro anos.
Segunda-feira, 9 de março de 2020.
Atualização às 15h26: As ações sofreram o maior declínio diário desde o auge da crise financeira, há mais de uma década, com os mercados em todo o mundo mergulhando nesta segunda-feira, com os preços do petróleo despencando após um choque entre os maiores produtores de petróleo do mundo.
O S&P 500, que já caiu 12% em relação à alta do final de fevereiro, caiu outros 7% hoje. O repentino declínio fez com que as negociações nos Estados Unidos fossem automaticamente interrompidas no início do dia - uma ocorrência rara para impedir que as ações quebrassem -, mas foram retomadas após um atraso de 15 minutos.
A queda na segunda-feira foi a pior nos Estados Unidos desde dezembro de 2008, quando o país ainda estava sofrendo com o colapso do Lehman Brothers e a crise imobiliária. As vendas nas últimas semanas deixaram os preços das ações aproximadamente onde estavam em junho do ano passado.
Brasil
A bolsa paulista começava a semana com fortes perdas, acionando o mecanismo de circuit breaker nesta segunda-feira pela primeira vez em três anos, após o Ibovespa cair 10%, em meio ao nervosismo global.
A correria de venda entre os investidores fazia Petrobras desabar mais de 20% e perder 81 bilhões de reais em valor de mercado, na esteira do tombo dos preços do petróleo no exterior.
Às 15:10, o Ibovespa caía 11,13%, a 87.088,31 pontos. O volume financeiro somava 12,2 bilhões de reais.
Por volta de 10:30, a bolsa acionou o circuit breaker, quando o Ibovespa tocou 88.178,33 pontos, uma queda de 10,25%. Os negócios foram paralisados por 30 minutos. Na volta, o Ibovespa renovou mínima em 87.954,79 pontos, tocando patamares de dezembro de 2018.
A última vez que o circuit breaker foi acionado foi em 18 de maio de 2017, no que ficou conhecido no mercado como "Joesley Day", um dia após vir a público gravação de conversa entre o então presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista, bem como sua delação relacionada a atos de corrupção envolvendo políticos.
As principais bolsas europeias estão operando em baixa. A situação italiana provoca uma baixa de 10% na bolsa do país.
Em Viena a queda está na faixa de 8 por cento. Em Londres, o principal índice está em queda de 6 por cento.
A semana começa ainda com as bolsas operando sobre a questão da propagação do vírus. Mas há um novo fator sobre a queda: a questão do petróleo.
As principais Bolsas da Ásia registraram grandes perdas nesta segunda-feira, arrastadas pela propagação da epidemia mundial de coronavírus e pela queda dos preços do petróleo.
A Bolsa de Tóquio foi especialmente afetada, com a disparada da cotação do iene, considerado um valor refúgio, na comparação com o dólar.
O índice Nikkei registrou queda de 5,07%, a 19.698,76 pontos, algo que não acontecia desde fevereiro de 2018, no início da guerra comercial entre Estados Unidos e China.
Os mercados chineses também operavam em forte queda. O índice Hang Seng de Hong Kong recuou quase 3,7%. A Bolsa de Shenzhen retrocedia 2,86% e a de Xangai mais de 3%.
Os preços do petróleo desabaram nesta segunda-feira ao pior nível desde a primeira guerra do Golfo em 1991. Às 7H00 GMT (4H00 de Brasília), o barril de WTI caía 27,83% a 29,78 dólares, e o barril de Brent do Mar do Norte recuava 26,02%, a 33,49 dólares.
A queda nas cotações foi provocada pela decisão da Arábia Saudita de reduzir de forma drástica os preços do petróleo após o fracasso das negociações da semana passada entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e a Rússia.
A Rússia, principal aliada da OPEP, não aceitou reduzir sua produção para manter os preços em alta.
Novas medidas na Itália resultaram no fechamento da região norte do país, sobretudo em Lombardia. A região tem um grande número de brasileiros, muitos da região sul de Santa Catarina. Em Lombardia, ninguém entra ou sai da região sem autorização expressa do governo. .



