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Bota ponta,

Bota ponta, Mauro!

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

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Foto: Foto: Gil Leonardi / Divulgação

É claro que pedir por pontas em um time de futebol da modernidade é mais ufanismo dos tempos idos, rememorando os embates do povo brasileiro com Telê Santana, que realidade dos tempos atuais. Mas que Mauro Fernandes pode fazer algo diferente para exaltar as qualidades do Criciúma a partir de hoje, claro que ele pode...

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A impressão do conteúdo do treinador foi das melhores na sua apresentação no estádio Heriberto Hülse. Desfiou uma boa retórica a respeito das dificuldades que impõe a Série B e da estrutura que passa a dispor no Criciúma para tentar o sétimo acesso da sua carreira.

Mas ainda não conhecemos o Mauro Fernandes estrategista. Será que ele trará na cartola o 3-5-2 da alegria, o 3-5-2 da retranca, a leveza da marcação com eficácia e do jogo constante pelas alas - isto sim fruto do futebol moderno -, ou oferecerá um 4-4-2 tradicional e eficiente? De qualquer forma, sob qualquer perspectiva, o interessante será o apoio, a aposta no currículo de um treinador que chega à altura da pretensão real do Tigre, que não é brigar por tacanhas vitórias sofridas, mas sim ter a consistência suficiente de se impor em casa e jogar com decência fora.

Bota ala Mauro!! Talvez seja este o pedido mais eficiente agora. A Série B está clamando por times que joguem pelos flancos para alçar bolas na área. Foi assim que a Portuguesa ganhou do Tigre, é assim que a maioria das vitória vem se construindo neste acesso que vai cada dia mais afunilando a favor da experiência e contra a burrocracia. Mas o Mauro tem bagagem e sabe disso...

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Disse o novo técnico tricolor em sua apresentação que assistiu o sofrimento contra o Americana, da vitória nos acréscimos, e foi consciente ao chamar aquilo de sofrimento. E como foi construída aquela vitória mesmo? Com uma arrancada pela direita, um bom cruzamento e um cabeceio fulminante. Está escancarado... bota ala Mauro, e vai para o abraço! Ah, daí uma necessária constatação: o Criciúma precisará contratar os alas.

Seja como for, com alas ou sem, o Mauro já pisa com um pé direito digno de elogios. O pé direito do treino mais forte, do trabalho incessante, do fim das folgas injustificadas, da visão de que a Série B é muito mais que um simples interclubes do interior paulista ou coisa que o valha. Que a paciência que o manteve 17 meses no América Mineiro e 19 meses no Atlético Goianiense seja capaz de, em 4 meses, transforma-lo no técnico do retorno do Tigre à Série A. Sim, nós podemos!

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