Eleições
Brasil tem 45,6 mil seções adaptadas para eleitores que possuam alguma deficiência
Distribuídos entre as zonas eleitorais, esses locais contam com equipamentos que auxiliam
Por Rafaela Custódio
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Entre os eleitores aptos a votar neste ano, mais de 940 mil possuem algum tipo de deficiência, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). São pessoas com mobilidade reduzida ou deficiência visual ou auditiva, por exemplo. Desde que tenham feito o pedido dentro do prazo, já encerrado, esses cidadãos votarão em uma das 45,6 mil seções eleitorais adaptadas para eles em todo o país.
Em 2018, o número supera em mais de 13 mil as seções adaptadas nas eleições de 2014 (32,2 mil). O número vem crescendo a cada eleição: em 2010 eram 19,7 mil seções. Distribuídos entre as zonas eleitorais, esses locais contam com equipamentos que auxiliam na votação. Há rampas e elevadores para atender cadeirantes e idosos, fones de ouvidos acoplados às urnas e teclado em Braille para cegos.
Para o vice-presidente da Associação Brasiliense de Deficientes Visuais (ABDV), Justino Bastos, ideal seria que todas as seções eleitorais fossem acessíveis. “Para que a pessoa com deficiência não tenha que ir apenas àquela zona específica. Incluir é mais do que deixar um espaço próprio para as pessoas com deficiência. Temos que ter acesso a qualquer ambiente”, defende.
Para o eleitor com deficiência que não pediu acesso a uma seção adaptada, a dica é ir acompanhado no dia de votação. Mesmo assim, o assessor do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal Fernando Velloso Filho lembra que a equipe que trabalha nos dias de votação está preparada para ajudar as pessoas com deficiência e também os idosos.
"Os mesários são orientados. Também existem agentes de informação, o próprio policiamento e o corpo de bombeiros eventualmente no local e que podem prestar auxílio para alguém que tenha mais dificuldade", finaliza Velloso.



