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Brilhando nas

Brilhando nas quadras de Utah

Por Redação Engeplus

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A proximidade do verão estadunidense devolve mais uma vez o jogador de basquete Renan Spindola Custódio, 22 anos no próximo mês, ao convívio familiar no bairro Mina do Mato, em Criciúma.

Com 2,06 metros, o ala e pivô brilhou na temporada passada pelo time do College of Eastern Utah (CEU), da cidade de Price.

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Destaque em 2007 pela equipe do Energia, época em que era conhecido pelo apelido de Sequela, o atleta trilhou pelas quadras do Assis e São Caetano, em São Paulo, no ano seguinte.

Em 2009, emigrou para disputar na condição de bolsista o campeonato universitário nos Estados Unidos.

O rigoroso inverno em Utah, estado conhecido por abrigar a maior comunidade mórmon do mundo, não foi o adversário mais duro no período de adaptação. “Estranhei a comida no início, tive dificuldades, gripei e cheguei a ficar com 76 kg”, lembra Renan. “Já com a língua foi uma questão de tempo e tive muito apoio.”

Nas quadras, uma aprendizagem sem precedentes. “O basquete lá é muito diferente daqui”, relata. “É mais agressivo porque tem por base o atleticismo e não os fundamentos. A ordem é construir o corpo primeiro e ir ganhando a técnica. Além disso, é muito mais competitivo. A maioria dos atletas quer chegar à NBA.”

RANKING HISTÓRICO
Tanta concorrência exigiu mais do que disciplina de Renan. “Os caras encostam, jogam duro e se a gente não se impõe não ganha respeito. É preciso chegar junto também”, comenta. A experiência na adolescência como meia-cancha na categoria de base do Tigre ajudou. “O futebol me deu muita mobilidade nas pernas”, atribui.

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O esforço compensou. Numa partida no Arizona (no vídeo, com a camisa 10), assinalou 26 pontos. No ranking nacional dos times universitários, a sua equipe cravou uma honrosa e histórica terceira colocação. Em agosto, ele volta para cursar Administração ou Engenharia Ambiental no estado de Montana.

Até lá, Renan aproveitará a dieta caseira balanceada pela mãe Terezinha. “Estamos felizes e orgulhosos”, diz o pai Dedé Custódio, “sobretudo depois de tantos sacrifícios. Até rifas fizemos na época para custear as passagens. No Brasil, infelizmente, falta ainda muito apoio aos atletas.”

(Colaboração: Izamara Fabre Custódio / Engeplus)

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