Medula óssea
Cadastro de doadores de medula óssea aumenta nos últimos meses
Campanhas têm movimentado hemocentros do país. Pelo menos 27 mil pessoas estão a espera de uma doação
Por Redação Engeplus
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A resposta da população ao trabalho para ampliar o número de doadores de medula óssea no país tem sido positiva. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), de 2000 até agora, o índice de doadores cresceu em 70%. No Hemosc de Criciúma, nos últimos cinco meses, o cadastramento aumentou consideravelmente. “A quantidade de cadastro de abril em diante aumentou. Em média, são feitos 500 por mês, antes eram 80, 100 cadastros”, explica a assistente social do Hemosc, Simone Nandi.
Cerca de 60% dos pacientes não encontram doadores na família e quando isso acontece é preciso buscar um doador compatível cadastrado no Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (Redome). Em média, de 100 mil casos um tem sucesso na busca. Através do Redome, sistema criado pelo Inca para registrar as informações de possíveis doadores de medula óssea, o país conseguiu aumentar o banco de dados e, atualmente, ocupa o terceiro lugar mundial no número de doadores de medula, ficando atrás dos Estados Unidos e da Alemanha.
O transplante de medula é a última alternativa para pacientes que possuem doenças no sangue, como a leucemia ou anemia congênita, que não tiveram reversibilidade através de outros métodos. Segundo o balanço do Sistema Nacional de Transplantes de 2011, divulgado em 2013, o país tem 27.827 pessoas na lista de espera por transplantes. Na região de Criciúma existem, pelo menos, quatro pessoas dependendo de doação, três em Cocal do Sul e uma em Lauro Müller. “Para quem vai doar está doando esperança. Já para quem está esperando a doação significa a diferença entre a vida e a morte porque a doação é a última opção”, destaca Simone.
Além da dificuldade de encontrar um doador compatível, a realização do transplante enfrenta outra barreira, que é a localização do doador. Cerca de 30% das pessoas compatíveis para doação não são localizadas no momento de concretizar o ato. A troca de endereço ou do número de telefone informado durante a realização do cadastro está entre as principais causas.
Como ser um doador - Para se tornar um doador a pessoa interessada precisa ter entre 18 e 54 anos e não ser portadora de nenhuma doença crônica ou infectocontagiosa. O cadastramento pode ser feito em qualquer hemocentro do país, o doador deve levar um documento de identificação com foto, fazer a coleta de 5 ml de sangue que será encaminhado para o Banco Nacional e Internacional de Candidatos de Doação de Medula Óssea.
Se constatada a compatibilidade, após a realização do exame de histocompatibilidade sanguínea (HLA), com alguma pessoa que está a espera de um transplante de médula o doador será, novamente, consultado sobre a intenção de doar.
O procedimento para a coleta da medula a ser doada é realizada por meio de uma punção no quadril. O procedimento é feito sob anestesia geral e o doador deverá permanecer, no mínimo, 24 horas sob observação médica. “É um procedimento tranquilo, é retirado 15% da medula, em menos de 15 dias essa quantidade já será reposta pelo organismo”, esclarece a assistente social.
Coletas externas
26/08/2014 - das 9 às 17horas, em Cocal do Sul nas dependências da Unibave;
30/08/2014 - das 8h30min às 17horas, em Orleans nas dependências do Fórum.
Horário de Funcionamento - O Hemosc de Criciúma efetua coleta de sangue e o cadastramento de doadores de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30min às 18h30min, e nos primeiros sábados de cada mês, das 8 às 12 horas.



