Cadeirantes sofrem
Cadeirantes sofrem com acessibilidade em Criciúma
Por Redação Engeplus
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Poucas rampas, calçadas irregulares e difícil acesso em alguns estabelecimentos. Estes são alguns obstáculos enfrentados por cadeirantes que precisam se locomover em Criciúma. Os problemas temporários das obras da Praça Nereu Ramos, no Centro da cidade, não são a única adversidade na área central, a falta de rampas também atrapalha.
“É bem difícil de se locomover em Criciúma. Falta uma rampa para subir a calçada e até um estacionamento adequado”, conta o funcionário público, Jean Carlo de Oliveira Padilha, 36 anos, que perdeu o movimento nas pernas com seis meses de vida. Ele conta que a dificuldade é antiga. “Perdia aulas na escola quando chovia porque não tinha um ônibus adequado ou deixava de ir ao banheiro porque não tinha um específico para cadeirante”, relembra.
O Departamento de Planejamento Físico Territorial (DPFT) de Criciúma é quem autoriza a implantação de rampas nas calçadas antigas e fiscaliza as calçadas novas para que elas estejam nos padrões de acessibilidade. A coordenadora do DPFT, Tânia Maria Barcelos Nazari, explica que são poucos os pedidos. “Este ano tivemos apenas uma solicitação de adaptação”, informa. Depois de solicitado o departamento realiza um estudo e autoriza, ou não, a construção da rampa, que fica por conta do estabelecimento que fica em frente ao passeio público.
Diferente de Criciúma, em Balneário Arroio o Silva, o poder público está investindo na criação de mais de cem rampas de acesso nas ruas centrais da cidade. Em Criciúma na frente da prefeitura existe uma rampa, porém o asfalto desgastado impede que os cadeirantes usem o espaço. Apesar dos problemas com as rampas de acesso, é possível ver um crescimento na acessibilidade do transporte urbano em Criciúma, que tem elevadores e espaços específicos para cadeirantes e deficientes visuais.
Outra melhora na acessibilidade é a troca do piso na Praça Nereu Ramos, o paver que está sendo colocado escorrega menos e tem uma continuidade na montagem que impossibilita que as rodas da cadeira tranquem. “O que a gente quer é que o pode público e as pessoas se conscientizem e tenham respeito com quem é deficiente físico e precisa desses acessos.



