Suicídios
Campanha de Valorização à Vida mostra números positivos
Divulgação de dicas de prevenção, locais de ajuda e percepção dos sintomas leva à queda no número de suicídios na região
Por Redação Engeplus
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A campanha de Valorização à Vida desenvolvida por diversas entidades do município de Criciúma contabiliza resultados positivos. Desde o início das divulgações de dicas e orientações de prevenção, locais de ajuda e percepção dos sintomas houve uma queda no número de suicídios na Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec).
Conforme o presidente da Cruz Vermelha de Criciúma, Almir Fernandes, nos registros do Instituto Médico Legal (IML) de Criciúma, que atende os 11 municípios da Região Carbonífera, houve um espaço de 20 dias sem nenhum registro de suicídios. Um caso ocorreu no dia 14 de maio, última quarta-feira, sendo que o último registro havia acontecido no dia 24 de abril.
Para Fernandes, este período tem relação com as divulgações e ações da campanha, que na sexta-feira, dia 16, realizou um abraço simbólico na praça Nereu Ramos, em Criciúma, e no último sábado, dia 17, realizou uma panfletagem na região central do município. “Agora, queremos realizar palestras semanais para os profissionais de segurança como a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), além dos profissionais que atuam nas emergências dos hospitais. Vamos passar para eles orientações e sintomas, por exemplo, que eles podem identificar e ajudar no atendimento”.
A Campanha de Valorização à Vida iniciou no início deste mês com uma reunião no salão Ouro Negro, na prefeitura de Criciúma, onde entidades discutiram formas de atendimentos às vítimas e familiares. No ano passado, o suicídio vitimou 47 pessoas na Região Carbonífera e neste ano já contabiliza 20 mortes, o que preocupa entidades do maior município do Sul do Estado. Em 2013, neste mesmo período, foram registradas 14 mortes.
Nos últimos 40 anos houve um aumento de 60% no número de suicídios. A cada 20 segundos, uma pessoa tira sua própria vida no mundo, conforme informações do Núcleo de Prevenção das Violências e Promoção da Saúde ( Nuprevips) de Criciúma. A Região Carbonífera apresenta um número expressivo destes crimes, sendo que o Brasil está entre os dez países onde mais ocorrem suicídios. Ainda de acordo com Fernandes, em uma semana uma cartilha com todas as informações que envolvem os sintomas, as prevenções e os locais de ajuda ficará pronta. Esse material educativo será distribuído em escolas e locais públicos com grande circulação de pessoas.
Locais de prevenção:
Núcleo de Prevenção das Violências e Promoção da Saúde (Nuprevips) - 3431-2764
Associação Criciumense de Apoio a Saúde Mental (Creres) - 3437-3655
Centro de Atenção Psicossocial (Caps III) - 3443-7870
Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) - 3437-3419
Secretária de Saúde de Criciúma - 3445-8400
Centro de Valorização da Vida (CVV) - 141 ou 3439-0222
Mitos e realidades sobre suicídio:
Mito: Só acontece em classe social baixa.
Realidade: Errado! Acontece em todas as classes sociais, indistintamente.Mito: Quem quer praticar suicídio, não avisa.
Realidade: Errado! A grande maioria está pedindo ajuda e dá pistas.Mito: Todo suicida quer morrer.
Realidade: Errado! Ele quer parar de sofrer, não quer morrer, quer solucionar o seu problema.Mito: Quem tenta suicídio é corajoso ou covarde.
Realidade: Nem um, nem outro, mas é a única solução que ele vê para solucionar o seu problema naquele momento.Mito: Quem já tentou suicídio, vai tentar outras vezes.
Realidade: Verdade! E poderá até conseguir, mas se alguém lhe escutar, poderá desistir da ideia.Mito: Deprimidos. Hereditariedade, alcoólatras, drogados, doentes mentais são pessoas de riscos na tentativa.
Realidade: Sim, na maioria dos casos, mas nem sempre! Qualquer pessoa pode ser um suicida em potencial.Mito: O perigo passou, quando não ocorre a morte.
Realidade: Errado! Devemos ficar em alerta! Pode ser que a aparente tranquilidade após a tentativa seja pelo fato de já estar decidido e já ter escolhido uma forma mais efetiva para fazê-lo.Mito: Quem ameaça não faz.
Realidade: Errado! Faz sim, todo tipo de ameaça deve ser valorizada como: bilhetes, pequenas frases, deixar de fazer o que gostava, ficar fechado em si mesmo.



