Câncer leva Olívio Lamas

Por Nei Manique - neimanique@engeplus.com.br

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O fotojornalismo catarinense perdeu na manhã de hoje uma de suas principais referências do século passado. Vítima de câncer no intestino, o repórter fotográfico Olivio Lamas, 57 anos, faleceu em Garopaba, onde residia com a família e será sepultado amanhã.

Em setembro do ano passado, ele se submeteu a delicada cirurgia no Hospital Universitário, em Florianópolis, permanecendo internado por oito dias. Poucos meses antes, esteve em Criciúma proferindo palestra a convite do Sindicato dos Jornalistas.

Acumulando quase 40 anos de profissão, Lamas trabalhou em publicações como Zero Hora, Folha da Manhã (RS), O Globo, Jornal do Brasil e revista Globo Rural, entre outros. Ganhou projeção nacional com uma foto histórica (a primeira de uma vítima da Aids em estado terminal), publicada na revista Imprensa em 1988. O registro rendeu-lhe o Prêmio Esso de Fotojornalismo e o Prêmio Vladimir Herzog de Dieitos Humanos, concedido pela Federação Nacional de Jornalistas.

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