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Caos e

Caos e pânico na madrugada!

Por Redação Engeplus

2 min de leitura

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A chuva intermitente da noite de ontem ressuscitou o cenário da grande enchente de março de 1974 no centro de Criciúma. Ruas com cerca de meio metro de água, lojas alagadas e prejuízos incalculáveis foram o saldo da enxurrada.

Vários bairros, entre eles Renascer e Bosque do Repouso, na Grande Próspera, mas sobretudo na zona sul da cidade, como o Paraíso, tiveram que evacuar famílias durante a madrugada.

Agora pela manhã, unidades do corpo de Bombeiros estão utilizando botes para retirar dezenas de famílias de suas casas no bairro Sangão devido ao transbordamento do rio de mesmo nome.

No município de Forquilhinha, a situação é ainda mais dramática. Os bairros Ouro Negro e Vila Saturno registraram alagamentos e momentos de pânico. Em Içara, as zonas rurais mais baixas ou próximas a córregos, como em torno do Liri, também registraram alagamentos.

CHUVA DE UM MÊS
Embora não haja ainda em Criciúma uma estação meteorógica, a precipitação pluviométrica na noite passada teria superado a de um mês. O cálculo é do secretário municipal de Obras, Maurinho Sônego. "Tivemos áreas alagadas que jamais registraram alagamentos, como o bairro Santa Bárbara", relatou.

A Defesa Civil disponibilizou 150 colchões no Ginásio Municipal de Esportes para famílias desabrigadas, mas 140 deles foram transportados para a igreja do bairro Paraíso. "Os moradores preferiram ficar por lá à medida que a água começou a baixar", disse.

Há 15 dias, lembrou Maurinho, a meteorologia lançou um alerta de forte precipitação na região de Criciúma. "Não aconteceu absolutamente nada. Já para ontem, não havia qualquer indicativo de uma chuva tão intensa e vivemos esse caos todo", lamentou.

O volume pluviométrico surpreendeu até o climatologista Ronaldo Coutinho. "Foi realmente uma precipitação inesperada porque os modelos que avaliamos todos os dias em momento algum sinalizaram que ela pudesse ocorrer", disse agora pela manhã à rádio Eldorado AM.

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