Capacitação
Capacitação sobre dengue é ministrada na SDR Araranguá
Cerca de 90 pessoas estiveram presentes
Por Redação Engeplus
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Agentes comunitárias de saúde do Município de Araranguá participaram na tarde desta quinta-feira de uma capacitação sobre a dengue e chikungunya, ministrada no auditório da Secretaria do Desenvolvimento Regional de Araranguá pela bióloga Sabrina Fernandes Cardoso, do setor de Vigilância Epidemiológica da 22ª Gerência Regional de Saúde.
As duas doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti foram o principal tema da capacitação ministrada para cerca de 90 profissionais. Formas de prevenção, a situação epidemiológica na Região sul e em Santa Catarina, as formas de controle do vetor, ciclo vital do inseto, foram os principais esclarecimentos.
A bióloga explica que somente no Município de Araranguá, cidade-pólo da Região do Extremo-Sul, há cinco focos do mosquito (forma larval), mas nenhum caso da doença. “A situação preocupante na Região é no Município de Passo de Torres, onde temos 15 focos somente na localidade no Centro. Por isso, a preocupação com a prevenção”, disse.
Sabrina lembra que o mosquito Aedes Aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas. Costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde. Ela ressaltou que a prevenção é a única arma contra a dengue e que a melhor forma de se evitar a doença é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor.
Modo de transmissão - A fêmea pica a pessoa infectada, mantém o vírus na saliva e o retransmite. A transmissão ocorre pelo ciclo homem-Aedes aegypti-homem. Após a ingestão de sangue infectado pelo inseto fêmea, transcorre na fêmea um período de incubação. Após esse período, o mosquito torna-se apto a transmitir o vírus e assim permanece durante toda a vida.
O ciclo do Aedes Aegypti é composto por quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto. As larvas se desenvolvem em água parada, limpa ou suja. Na fase do acasalamento, em que as fêmeas precisam de sangue para garantir o desenvolvimento dos ovos, ocorre a transmissão da doença.
O seu controle é difícil, por ser muito versátil na escolha dos criadouros onde deposita seus ovos, que são extremamente resistentes, podendo sobreviver vários meses até que a chegada de água propicia a incubação. Uma vez imersos, os ovos desenvolvem-se rapidamente em larvas, que dão origem às pupas, das quais surge o adulto.
Informações Imprensa SDR de Araranguá



