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Caps de Criciúma realizam olimpíada para comemorar Dia da Luta Antimanicomial

Pacientes e profissionais participam das atividades desde as 9h30min, no Parque das Nações

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Lucas Sabino/Decom Criciúma

Pacientes e profissionais dos Centros de Atendimento Psicossocial (Caps) de Criciúma participam, durante esta sexta-feira, da 1ª Olimpíada Esportiva e Cultural da Saúde Mental no Parque das Nações Cincinato Naspolini. O evento é alusivo ao Dia da Luta Antimanicomial, que é comemorado no dia 18 de maio. Os participantes pedem que pacientes sejam retirados dos tratamentos em hospitais, onde ficam internados diariamente, e sejam tratados nos Caps.

A usuária do serviço de atendimento do Caps, Áurea Machado de Brida, que é costureira e professora de História, explica que já passou por diversos hospitais da região, mas só melhorou efetivamente depois da passagem pelo Centro de Atendimento.

“Eu vou ao Caps há dois anos e percebo que o tratamento é mais humano. A minha família dá o apoio, e tenho certeza que estou tendo resultados mais positivos. É um tratamento mais pessoal, onde conversam com você e te tratam individualmente, diferente dos hospitais”, observa Áurea.

A enfermeira do Caps AD (que cuida de dependentes químicos e alcoolistas), Ana Cristina Soares, explica que neste caso são atendidos pacientes encaminhados de Unidades de Saúde, mas quem procurar o Caps por iniciativa própria também receberá tratamento. “São três acolhimentos por período, manhã e tarde, e um deles pode ser agendado. Não negamos o atendimento, pois aquele dia pode ser o que a pessoa decidiu se tratar”, avalia.

Ana Cristina explica que o tratamento deve, antes de tudo, ser aceito pelo paciente. “Ele precisa querer ser tratado. Ele passará o dia todo no Caps e voltará para casa no período noturno. A partir do momento que constatamos que ele está bem, o paciente recebe alta”, assegura.

Crianças com transtornos de conduta, de comportamento e prejuízo social também podem ser cuidadas pelos Caps. A acompanhante terapêutica Carla Febel explica que nestes casos, no entanto, é necessário que os pais levem a criança até uma Unidade de Saúde para que o encaminhamento seja feito por uma psicóloga.

Segundo Carla, existem oficinas terapêuticas e grupos com os pais. A criança vai ao Caps pelo menos duas vezes por semana. “É possível visualizar os transtornos na escola e em casa. Então fazemos um trabalho que envolve a família, para trabalhar conjuntamente com eles, com a escola e com os órgãos da comunidade. O Caps Infantil foi criado há dois anos e já conseguimos dar alta por melhora para 20 crianças”, comemora.

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