Reunião
Carbonífera Criciúma tem até as 17 horas de hoje para pagar mineiros
Ministério Público do Trabalho determinou prazo em reunião realizada no inicio da tarde
Por Redação Engeplus
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Durante uma reunião realizada entre o Ministério Público do Trabalho, Carbonífera Criciúma e Sindicato dos Mineiros, no inicio da tarde desta segunda-feira, dia 4, foi determinado um prazo até as 17 horas de hoje, para a empresa efetuar o pagamento dos funcionários, que está há quase 15 dias em atraso. Os trabalhadores da empresa estão em greve desde o dia 24 de abril.
São mais de 600 trabalhadores, sendo a maioria pais de família que enfrentam a dificuldade, inclusive, de colocar comida na mesa para os filhos. Desde novembro do ano passado a empresa vem mostrando dificuldades, e quase todos os meses atrasa o pagamento dos funcionários. Um dos motivos é a lavra da mina explorada, que está chegando ao fim, o que causa insegurança aos mineiros que não sabem se terão o emprego e direitos garantidos. Samuel da Silva Pereira, de 30 anos, trabalha há sete na Carbonífera Criciúma, e disse que isso nunca tinha acontecido antes. A esperança é que os pagamentos atrasados e os próximos sejam realizados.
"Estamos há 14 dias sem receber nosso salário, e o leite que é dado, também está atrasado. Muita gente não recebeu as férias. Não temos garantias. Eles não dão baixa na nossa carteira de trabalho, para procurarmos outro, estamos sem rumo", comenta.
Sem garantias e previsões - Apesar do prazo estabelecido de acordo com o parecer rápido de um dos sócios da empresa, Alfredo Gazzola, "se não for possível conseguir o dinheiro, não há previsão para realizar o pagamento". O empresário não atendeu a imprensa para maiores esclarecimentos. No entanto, conforme o advogado do Sindicato dos Mineiros, Carlos Edmar Macedo, se os salários não forem pagos mediante o prazo estabelecido pelo Ministério Público, na primeira hora desta terça-feira, dia 5, estará ingressando com uma ação judicial contra a carbonífera.
Além dos salários atrasados, segundo ele, a empresa repassou um cronograma de que nos próximos meses pelo menos 200 funcionários serão demitidos. Informações de que a carbonífera teria recebido parte do pagamento de uma dívida, e pago a energia que foi cortada, também foram negadas pelos empresários. "A empresa não repassa as informações com clareza. Nós não queremos o fechamento, mas também nos preocupamos com os salários de quem for demitido, porque eles não nos dão garantia de que as rescisões serão pagas", explica.
Greve deve continuar - Os mineiros em greve, da Carbonífera Criciúma, fazem plantões 24 horas na empresa. Documentos, objetos, equipamentos, informações que garantem os direitos dos trabalhadores estão todas dentro da empresa, conforme o presidente do Sindicato dos Mineiros, Fernando Maurício Nunes.
"Se o pagamento do salário atrasado for efetuado hoje, nós ainda precisaremos da garantia de que o salário deste mês será pago. Senão continuaremos em greve. Estamos na mina 24 horas desde o dia 24 para que a empresa não tire nada de lá e de um golpe nos trabalhadores", diz.



