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Casa de Saúde do Rio Maina espera resposta do Governo do Estado
Atualização de matéria às 17h47min / Prazo para definição do destino do hospital está chegando ao fim, e Estado ainda não se pronunciou sobre o repasse mensal de dinheiro
Por Redação Engeplus
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Atualização de matéria às 17h47min / A Casa de Saúde do Rio Maina conhecerá seu destino nos próximos dias. O prazo de 90 dias para que a direção do hospital decidisse se fecharia as portas da instituição acabam no dia 3 de junho, e o local permanecerá aberto apenas se o Governo do Estado continuar repassando os R$ 58 mil mensais prometidos.
O problema, segundo o vereador Ricardo Fabris, presidente da Comissão Permanente de Saúde da Câmara de Vereadores de Criciúma, é que o Estado ainda não se pronunciou sobre o assunto. "O município se pronunciou dizendo que faria o repasse para o hospital apenas se o Estado mandasse o dinheiro mensalmente. Mas não recebemos nenhum parecer do Governo do Estado até o momento", observa o vereador.
O vereador Vanderlei Zilli, presidente da Comissão Especial que trata de assuntos da Casa do Rio Maina, explica que os vereadores se reunirão na tarde desta quarta-feira, às 16h15min, com a secretária de Saúde de Criciúma, Geovânia de Sá, para definir o rumo do repasse de dinheiro. "Faremos essa reunião saber se houve alguma conversa entre o governo do Estado com a Secretaria Municipal de Saúde. Sabemos que existe uma definição do Governo Federal para que as Casas de Saúde acabam e os pacientes psiquiátricos sejam tratados apenas pelos Caps", pontua Zilli.
Segundo o vereador Zilli, a direção do hospital já se pronunciou, dizendo que se o repasse for feito pelo governo estadual, até o final do ano a Casa de Saúde ficará aberta. "São em torno de 200 pacientes atendidos mensalmente na instituição. Se ela fechar, pode acontecer um caos", avalia.
Fabris explica que os vereadores de Criciúma cobrarão uma posição tanto do governo municipal quanto do estadual sobre o assunto. "O meu sentimento particular é de que nada andou. Dessa forma, cabe à direção do hospital a decisão de fechar ou não as portas. O que nós podemos fazer é isso. Sou contra o fechamento, porque isso envolve pacientes, familiares e funcionários. Acho uma pena que o assunto esteja sendo tratado desta forma", contesta o vereador.
No fim da tarde, ao término da reunião, nenhuma grande novidade foi apresentada pelo Governo Municipal. A discussão serviu, apenas, para esclarecer que a Secretaria de Saúde de Criciúma deve solicitar nos próximos dias uma reunião com o secretário Adjunto de Saúde do Estado, Acélio Casagrande. Ainda conforme Zilli, a Casa de Saúde depende deste repasse financeiro para manter as portas abertas.
Colaboração: Vanessa Amando/Portal Engeplus



